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Sunday, June 7th 2009

8:54 AM

Renato Alexandre da Corte Carreira

 


Para ti amigo Renato
Uns versos vou compilar,
Do que tenho para te desejar
Mas como vens lá do mato
Vou-te à malta apresentar.

Alto, esguio e com marreca
Nas alturas gosta de andar
Em  cima de uma pileca
Já te vi a cavalgar.

A tua corcunda, Carreira
Dá-me uma certa sugestão
Pois esta malta matreira
Também te chama Interrogação.

Os livros nunca gramaste
São piores que estriquinina
Mas as pielas que apanhaste
Foram para ti coisa divina.

Adeus caro Carreira
Não fiques comigo zangado
Felicidades para a vida inteira
E que se cumpra o teu fado.

Do amigo RATO CEGO


Adeus Carreira que partiste
Tão cedo desta vida de estudante
Repousa aí na Ganda  eternamente,
A beber largos litros de espumante.

Se quando naquele dia apanhaste
Aquela memorável bebedeira
E quase dois dias descansaste
Sem te mexeres do mesmo sítio, O! Carreira!!!

Todos sabem que foste um cabulão
Estudar não era contigo
Mas quando abrires o livro para recordação
Não te esqueças que tens aqui um amigo.

Do colega amigo MICKEY


À regra não pode fugir
Este meu caro colega
Quando o álcool está a subir
Já não sai mais da adega.

Conserva isto em mente
Que te vou aconselhar
para que aí essa gente
Não tenha mais que falar:

Se bebendo já estás contente
Tu bem sabes que isso é feio,
Manda vir boa aguardente
E de Vinhaça um litro e meio.

Do colega amigo PEREIRA GOMESZINHO


Comecemos por falar
De alguém que se chama Carreira
Quando o curso findar
Vai direito à bebedeira.

Com manias de equitador
As pilecas vai treinar
Quando os  monta que horror!
O chão acaba por beijar.

Suas pernas esguias
Com o vento quase quebram
Quando de dias a dias
As bebedeiras carregam.

Terminado o «chingamento»
Espero que não se aborreça
Pois é coisa do momento
Para q'um amigo não esqueça.

Do colega FREITAS BRANCO


Dominando este Senhor
Perante grande assistência
Mister Carreira era o domesticador
Duma égua de larga existência.

Várias vezes montou
Mas nunca caiu?
Tantas vezes teimou
Até que estrelas sentiu.

Do colega BARQUEIRO


Leve como uma pena
Torto como um pau
Discute e também teima
Tem manias que é mau.

Quando da primeira vez
Desta Escola julgou ser
Tanta sensação fez
Que logo se pôs a dizer.

Quero um curso tirar
Comer e dormir bem
Não ter muito que estudar
Para não me maçar também.

E assim te formaste amigo
Que em breve vais partir
Leva sempre contigo
A esperança do porvir.

Do colega amigo COUTO


Esbelto como um esqueleto
Burro como um animal
mais pareces um amuleto
Do que um ser racional.

No amor és malfadado
pois este não te assiste
No entanto estás adornado
C'objectos que nunca viste.

E agora para findar
Só me resta desejar
Felicidades, Amor, Dinheiro
Roscas, pelo ano inteiro.

Do amigo BERRA


Uma marreca parece flutuante
Na qual um fio está pendurado
Dizem-no esqueleto ambulante
Porque é desarticulado.

Na baliza se vê um espeto
Que se julga guardião
Quando a bola vem muito perto
Carga de ossos está no chão.

Quando ouve falar no Caholo
Esteja onde estiver
Talvez por carácter do miolo
Temos todos de lá o ver.

Com terrível e grande bebedeira
Já houve quem o encontrasse
Vinte e quatro horas de soneira
Como doente se fizesse.

Tem a mania que é taberneiro
Por isso é muito gozado
Mas como sempre foi barraqueiro
Sai tudo sempre abarracado.

Do colega amigo BUCÉFALO








 

 

1 Comentários.

Posted by Ze' Carreira:

Montes de saudades dos bons tempos. Felicidades
Ze'
Sunday, July 25th 2010 @ 2:34 AM

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