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Sunday, June 7th 2009

2:14 PM

Do rasgar da terra ao rascar da ganga 1963/1964

Embora com grandes dificuldades  que, por pouco, no levavam a não elaborar,conseguimos prosseguir
a tradição encetada o ano passado com a realização do primeiro «Livro de Fim de Curso».

Queremos exprimir aqui a nossa grande gratidão a todos que, com palavras estimuladoras, ou materialmente, nos proporcionaram a sua efectivação.

E para terminar, não queremos deixar de saudar os colegas das Escolas da Metrópole com um bem alto «CHARRA».

Os Finalistas

À NOSSA QUERIDA GANGA


Vejo-te oh ganga,
tão azulada
.....................
Vejo-te oh ganga
tão desbotada...

Mas, o que traduz isso
é de ser chorado?!
Não traduz o feitiço
do curso acabado!!

Traduz somente a alegria
dum mundo de fantasia.
ou só o misticismo
dum mundo de egoísmo.

A vida é sempre prémio
e corre, vai tresloucada.
Vai com alma de boémio,
de boémia incalculada.

Mas tu ganga...
até ao fim dessa vida
nunca serás esquecida.

CESÁRIO TINTO (Salazar)



À NOSSA QUERIDA ANGOLA


Vejo o fogo que te tráz
perdida, calcinada
sem paz.

E, não encontro água,
que apague tanta mágoa,
felicidade destroçada.

Mas que te corre no pensamento
Afinal?!
Poder-se-á formar ideal,
com guerra e com tormenta???

Não será que tal larva,
que o mundo cava,
lhe dará o abortamento?!

Mas eu ainda te vejo,
num único e puro desejo,
dessa guerra toda nua.

E verei a quitandeira,
que passava na minha rua
vendendo fruta da goiabeira.

E aquele quintal que saltava,
quando o guarda não estava,
para poder roubar pitanga.

E aquela árvore muito alta
onde eu e a minha malta
punha na roupa nódoa de manga.

Oh! quimero sonho,
põe-me na realidade:
Deixa-me ver a maldade
Deixa-ver o medonho.

CESÀRIO TINTO 
«Salazar»


AOS NOSSOS QUERIDOS PAIS


Meus pais...vós sois amigos falsos.
Saiam do meu mundo que estragais
não sei... Mas juraria
que pediria
a Deus para não ter pais.

quando inda petiz eu aparecia
c'os calções porcos, sujo o nariz
porquê que ameaçavam?
Nem deixavam
que pudesse ser feliz.

Também não queriam que mentisse.
Inútil. Foi vã vossa maldade.
Agora ainda minto...
e eu sinto...
que não disse a verdade.

«AZEVEDO»



ÀS NOSSA NOIVAS


Vi, plenamente, na brancura
do vestido comprido que trajavas,
o fim dum sonho de tortura,
o princípio do sonho que sonhavas.

Vi, com vaidade, no curso acabado,
curso, em que todo o esforço pus,
teu sonho, teu desejo realizado
em frente, aos pés, do altar de Jesus.

Vi, nessa brancura de linho,
um novo e longo caminho,
cheio de glória  d'único hino.

Vi, em mar límpido e brando,
teu rosto sereno, cantando
na alcova, no berço de menino.

CESÁRIO TINTO
«Salazar»


AOS NOSSOS PROFESSORES


Vai abrir a infâmia desgarrada
cantada por alunos fanfarrões
o Director «Brix» o confusons,
que lhes abrirá também a chumbalhada.

«Onde já foram oceanos
hoje são continentes»
diz com modos ufanos
O Peres contente.

Grande entre os grandes
senhor de grandes questões
apresento-vos Manuel Fernandes
mais conhecido por Melões.

-«Matéria?! não se corta»
Diz muitas vezes
o que mal cabe na porta
e se chama Azancot de Menezes.

Passando com o boné que muito gosta
vai aquele que muito ama o fado.
É porreiro mesmo quando chateado
só pode ser, sem dúvida o F. Costa

Oh Doutor, não tem aí um cigarro?
Boa noite professor, não tem aí um cigarro?
Bem, já viram p'ra cravar assim com garra
Só pode ser o Engenheiro Piçarra.

Gordito e pequenino
mas dono de grande «caco»
eis o resumo do Narino
o defensor do «fraco»

Critica quem muito pode
no futebol já foi craque
deixou crescer o bigode,
p'ra se parecer com o Mandrake.

Bem, agora não é de fazer troça
pois vem aí sorrindo o coça coça.
Bem, esta não é a alcunha verdadeira
mas vejam: traz a mão na algibeira.

Qué...Qué...Qué...Qué...
Mas que chinfrineira faz o bébé,
concerteza não lhe mudaram a fralda ainda.
Oh desculpe: afinal é o professor Coimbra

Correi, trazei depressa uma moldura
que o «sangue azul» tem cultura.
Sim rapaziada, temos que engraxar
p'ra bem se poder ginasticar.

Nem sombra deixa, aquele que vem a passar
mas sinceramente, não falo por graça,
se algum dia,lhe toca a trça,
lá vai o Gracinho ao ar.

Viva, viva, viva a coramina
quando a piela é muito grande.
Se não fossea eficaz medicina
O ramos ainda bebia Brandy.

















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