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Monday, June 8th 2009

3:14 AM

António José Pires Dias

Ao fim de tanta canseira
o curso vais findar.
Com ele acaba a brincadeira
vamos, começar a esgaçar.

Terás que largar as botas,
o teu carrinho de mão,
os livros de anedotas
e deixar de ser «chagão».

Estes versos vou terminar
por inspiração me faltar.
Na tua vida futura
Amor, dinheiro e ventura,
(É o que te quer desejar
O sempre amigo).

CHAVES


Aqui estou amigo Mafeu
na hora da despedida.
Quem a lamenta ou eu
p'la nossa amizade querida.

Parecias um Texano
amigo de toda a malta.
Éramos mano a mano...
Adolfo, faze-nos falta.

Quando no ar se escutava
um grito de guerra agudo e rouco
Toda a malta se afastava,
pois vinha aí um louco.

Hás-de sempre recordar
quem nunca perdeu a fleuma,
e te punha a pagar
sempre que houvesse cinema.

Quando te conheci
parecias um nénézinho,
não acreditei no que vi...
A puxares um carrinho.

Lembras-te quando ficaste
tonto como um teorema?
Mergulhaste no conhaque,
e depois...«Vou ao cinema».

Vou terminar aldrabão
dono dos barretes que enfias.
A ti dedico irmão
um yaúuuu...Dias

Do irmão amigo GALHANAS


Ipe! Ipe! Iaúuuuu...!
Aí vem ele aos gritos e aos saltos.
Vem berrando e gesticulando
Montado no seu corcel imaginário.
Parece vir da terra dos «cowboys»
onde aprendeu a matar
lendo os livros do Estefãnia.

E quando vai ao futebol...
Todos nós reparamos
a arrastar consigo a malta
e pondo-se a gritar bem alto
o nome da nossa Escola.

Tem queda para o desenho
p'ra pintura e para a pinga,
gosta de defender o Benfica
para atacar o Sporting.
E por vezes cria-se confusão
quando se lhes cai em cima.

E agora,
para estes versos terminara
ti quero desejar,
muita saúde e esperança
nesta vida que te espera.

Do colega e amigo COUTO


Quando se ouve gritar
todos sabem o que é.
É o Dias a brincar...
Coitadinho do bébé.

É do grupo linguareiro
e em pintura é perito.
Mas que Regente tão feio
e diz que em pequeno era bonito.

Tem cuidado linguareiro
tens que deixar de gozar.
P'ra teres muito dinheiro
e seposa e filhos p'ra amar.

Do amigo MICKEY


Ao António José Dias
nestas quadras faço um mote
nas suas fisionomias
Parece-me o D. Quixote.

Que emprego é que ele pretende
onde é que ele irá parar
Quem será a «girl friend»
que ele anda já a marcar.

Com patilhas de ponto e mola
o nosso amigo «Mafeu»
que vai sair da escola
já lá dizia o Abreu.

De cabelinho ondulado
com lunetas de pavor
numa lambreta montado
está mesmo conquistador.

O curso vais completar
talvez porque Deus o quis
arranja uma noiva exemplar
p'ra um dia seres feliz.

Da amiga GUIDA


Cuidado moças
cuidado,
que este parece
um vampiro
mas é Regente
e da última fornada do Tchivinguiro.

Quando se ouve um berro
todos sabem o que foi
concerteza que é o Mafeu
a imitar um cowboy.

Mesmo assim louco, mesmo tonto
tirou o curso. Parece uma fábula.
Eu digo como; em dia de ponto
ele levava a sua cábula.

Que entres bem na outra vida
que é bem diferente desta
que tenhas dinheiro, uma querida
e um parafuso na testa.

Do amigo ELIEZER «Esgóia»



Ele é mesmo «maluco».
Num manicómio devia estar
mas teve tanta, tanta sorte
que à Escola veio parar.

Grita aqui, grita ali
mais gritos e é ele a gritar
O internato é sacudido
porque está o Dias a berrar.

Muito gosta de se divertir
e com carrinhos brincar
não está nem momento sossegado
gritos! É ele outra vez a gritar.

Um dia me zanguei com ele
mas logo amigos nos tornámos
afinal a amizade é indestrutível
quando nós amigos a solidificamos.

Também apaixonado esteve,
Tété foi a sua grande adoração.
Mas tanta desilusão sofreu
que não ficou bom do coração.

Eles não querem querer
apaixonite é doença terrível
homens por ele atacada
é simplesmente horrível.

Adeus, adeus amigo Dias
teus gritos serão saudados
e para que não te esqueças
com forças gritarei: Felicidades!

Do amigo BORGES DA CUNHA


Mafeu maluco
de carrito na mão
Ai do maluco do Mafeu
com a mão no carrito.

Dono da cozinha
amigo do Torrinha
Do Torrinha amigo
da cozinha dono.

Ofereço-te um garrafão
para te lembrares de mim
Para eu ser lembrado
um garrafão te ofereço.

Estou na tua mesa
muito caro compinhão.
Compinchão muito caro
na tua mesa eu estou.

Vou-me despedir
adeus amigo.
Amigo Adeus
despedir-me vou.

Do teu sempre amigo
Do teu amigo de sempre
TORRINHA


P'ra versos não temos vocação
mas, filho, podes crer
que saiem do coração
os que te estamos a fazer.

O curso vais terminar
enfim...soubeste compreender
que é preciso trabalhar
para na vida vencer.

O esforço que por ti fizemos
por ti foi aproveitado
e...felizes seremos
sabendo-te bem cursado.

Por aqui ficamos!
um futuro risonho,
tudo... o teu sonho...
A ti desejamos!

De teus Pais


Brinca sempre todo o dia
com ares de satisfação
a vida é uma alegria
não há preocupação.

Puxando os seus carrinhos
brincando com alegria
vai lançando os seu gritinhos
sem pensar no outro dia.

Nessa inocência, aparente,
que ele pretende mostrar
esconde para toda a gente
um coração a chorar.

Agora que és Regente
na hora da despedida
desejo que esse ar contente
te safe por essa vida.

Do colega amigo PEREIRA GOMES


Pediste-e uns versos, moreno,
com todo o gosto tos digo
mas não te zangues comigo
com as coisas que eles dizem.

Vive no meu coração
quem dele tanto se esquece.
Amar a quem nos não ama
é triste mas acontece.

O amor é um tormento
é sofrimento constante
é alguém no pensamento
que não se esquece um momento.

Quinze anos, quinze anos,
idade das ilusões
em que o verdadeiro amor
palpita nos corações.

Uma promessa mentida
é crime sem perdão,
porque a gente, confiadas,
vamos dando o coração.

Teus olhos, vivos, serenos
como a água azul dum lago
tanto lhes quero e os adoro
que dentro de mim os trago.

Quando recordo o passado
funda tristeza me abala,
tempo que vai e não volta
deixa a saudade que fala.

Foi de certo algum malvado
que inventou a partida,
que nunca sentiu saudades
nem a dor da despedida.

Da amiga LICÍNIA











 
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