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Monday, June 8th 2009

7:15 AM

Carlos Eduardo de Vasconcelos Manso Gigante

Colega falecido.....Paz à sua Alma


Peito inchado, lá vai ele,
não liga puto a ninguém.
O «abafa» não repele
fazer carecas também.

Está num quarto de rosqueiros
há lá cada passarão !...
E passam dias inteiros
a beijar o garrafão.

Carácter oposto ao nome,
de «Manso» ele não tem nada.
Tanto é feroz no que come,
como no andar à latada.

Ladrão de porcos quis ser
ele mais o Ciganão
e chegaram-lhe a valer
bem regado com pimpão.

«Eu mato.o» gritava ele,
e murros nas carteiras dava
mas não era bem a voz dele
era o Wisky que falava.

Colega vou terminar
mil venturas desejando
que possa »pilim» ganhar
para em vinho ires gastando.

Do amigo CUCA


Quando cheguei à E.R.A.
boa estância p'ra um louco
gritaste-me como um ferA:
«ponha-se a cantar bicharoco».

E eu, ser que desespera
num grito roufenho e rouco
cantei um «twist» muito bera...
Não me chapaste por pouco.

E na estátua da rapaziada
onde todo o mundo gozou.
Esticaste-me tremenda chapada
que a minha cabeça estalou.

P'ra alegrar a folia
com umas duras almofadas
tamanha sessão de brucharia
que tombei nas escadas.

Que noite tempestuosa...
Chuva, faísca e «molho»
eu... com uma vela luminosa
e tu quase me queimas o olho.

Grande sessão levei
quando me quis «armar».
E na cama me deitei...
Aquilo é que foi chapar.

Ai que lição..
Cem por cento americana
parecia um foguetão
a saltar da cama.

Não te esquecerei
e lembra-te sempre desta
«descobriste-me»; e eu cantei
naquele «Fim de Festa».

»Bem... Recordar,
terror da bicharada»
deixa, vou-te desejar
saúde, amor e porrada.

Do bicho GALHANAS


Agora que vais embora,
meu caro amigo Manso
é bom que na vida fora
não faças garula de ganso.

Apesar do teu feitio
de arreganhar toda a gente
atrás desse rosto feio
esconde-se um tipo decente.

Encara a vida amigo
não te armes em grandão
ouve bem o que te digo
e dirás: tu tens razão !

Para mais tarde lembrares
esta sincera amizade
desejo-te filhos aos pares
e muitas felicidades.

O amigo PEREIRA GOMES «Estarola»


Braços musculosos
barba todo o ano
asas abertas
lá vai ele ufano.

é Manso Gigante
que já é Regente
o maior amante
dos lados da nascente.

De manso só tem o nome
Gigante é um bocadinho
quando apertava a fome
roubava mais um pouquinho.

Do amigo MICKEY


Pedes um verso para a despedida
e como lamento a tua partida
confesso que o contarei da minha parte
«se a tanto me ajudar o engenho e arte».

Sente-se um piar perto do corredor
é o amigo coruja rei das bruxas
que embora cansado das longas caminhadas
já vem mirando e remirando o furo.

Para poder dar à pobre bicharada
uma sessão de Bruxas bem dada
e vai já em breve o curso findar
partirás e talvez para não mais voltar.

E por isso deixas como que a chorar
teus colegas, amigos e os halteres
que te deram tamanho corpanzil
Só à semelhança de um grande barril.

Diz o teu nome que és M. Gigante
mas tu de Manso apenas tens o nome
porque a tua força como diz o nome
teve sempre a energia de um gigante.

Termino por me faltar a inspiração
e faço agora os meus sinceros votos
para que Deus dê a sua infinda bênção
caia protegendo-te nos teus caminhos.

Do amigo F. DE CARVALHO


«E quantos pares de
meias solas tens
nesse coração ?!»

Com um traumatizante parte ossos do AZEVEDO


Pesos, halteres
livros para o lado,
e jogar a vida.

Cigano, Coruja, Ruano,
formavam terrível terno
se assim se pode dizer.
O Coruja parecia externo
só ia à escola comer.

Pesos, halteres
bolso recheado
vinho, mulheres
Regente formado.

Do sempre amigo  ELIÉZER


O curso vais terminar
após cinco anos de Escola
mais um ano vais findar
e ainda não sabes jogar a bola.

De Manso é uma mosca
de gigante és anão
mas ficas todo mosca
quando te chamam Bravo Anão

És amigo dos halteres
e és muito temido
abaixo deitaste uns alicerces
por tomares uma lata de Nido.

Aqui te deixo eu
tu que nunca foste vencido
não te esqueças deste amigo teu
nem da lata de Nido.

Do amigo H. VAZ


De «Mansinho» nada tem,
nem de «Gigante» também.
No bolso nem um vintém,
tem na nascente um harém.

Repreensões e sanções,
castigos e suspensões.
Ele é o rei dos corações
e tem miúdas aos montões.

De Norte a Sul todos conhece
e a ninguém ele obedece
sempre cheio de «paresse»
não perdoa a quem lhas tece.

Recorda o grande amigo TINO


Tenham cuidado «bicharada»
aí vem o terror
olhem que ele dá chapada
para gritarem de dor.

Com os bichos «brincavas»
meu amigo barbudo
mas quando gritavas
era de ficar surdo.

Doía-te às vezes o dente
para ires ao Lubango
mas... diz lá
ias sempre à Nascente.

Meu amigo tu eras
mas vou-me despedir
mas olha...
não é preciso fugir.

Do «bicho» amigo TORRINHA


Todos os dias lá vai ele
seu rumo é o levante
lá vai, lá vai ele
quem é ? é o Manso Gigante !

Lá vai, lá vai o Manso
sempre, sempre a mesma direcção
não percebo tanta caminhada
que doença tem ele então ?

Lá vai, lá vai o nosso amigo
lá vai ele,  de flores na mão
que lhe aconteceu afinal ?
Lá vai, lá vai sem confusão !

Lá vai, lá vai o Gigante
Gigante de nome, gigante golias
segue impassível o seu caminho
lá vai, lá vai ele sem folias !

E continua a lá ir.
Lá vai, segue o teu destino
Sozinho segue... e depressa
lá vai, lá vai no vespertino.

Lá vai, nosso amigo lá vai
lá vai, lá vai com ela a falar
lá vai, vai sem preocupações
lá vai com o seu objectivo : Casar ?!

Agora vai deixar de lá ir
de lá ir, porque vai ao altar
só lhe interessa aquilo
e vai casar, logo que o curso acabar.

E agora que o curso vais terminar
as tuas caminhadas deixarão saudades.
Lá vais, lá vais....lá vais...
Leva então meu votos de felicidades!

Do amigo BORGES DA CUNHA


Manso muitas coisas aprendi
uma delas de ser criança
tudo isso devo a ti
e à tua lembrança.

Homem feio e barbudo
que da caça se habituou,
de noite via tudo
que até um pássaro apanhou.

Muita tareia levei
por muito gozar contigo
pois jamais encontrarei
como tu, tal amigo.

A nossa zanga durou
muitos poucos dias
pois jamais se agravou
aquilo que me dizias.

Lembra-te Manso de mim
mais que uma vez
e nas férias, do pudim
que a tua miúda fez.

De anedotas estava cheio
e de miúdas também
só uma delas eu creio
assim o revela o teu vai e vem.

O teu espada preto
todo ele é estilinho
anda sempre replecto
contigo e o teu grupinho.

De gigante é alcunhado
o homem forte e arrogante
o sue nome é Eduardo
condiz com o seu ar arrogante.

O amigo MOCAS


Chegou a hora da despedida
pois vais o curso acabar
Acabou-se a boa vida
E a preocupação de cabular.

A velha ganga rasgada
A ginástica de lado
Acabou-se a cowboyada
Pois és Regente formado.

Agora para terminar
Desejo-te boa carreira
Uma mulher para amar
e muito «bago» na carteira.

Do amigo CHAVES


Vai correndo apressadamente
para a banda do querubim.
Gente não é certamente
e a chuva não bate assim.

Ah! Correndo assim apressado,
balançando como um ganso;
muito direito e espevitado,
só pode ser o Sr., o Sr. Manso

Teu grande amigo SALAZAR











 
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