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Monday, June 8th 2009

12:34 PM

Fernando Cerqueira Lima

 

Lima, cortaste a meta
Com o teu célebre aviário.
Parecias uma seta,
Por que se não fosses «vigário»...

Todo o ser tem a sua crença
Muita gente assim te chama.
Se a vigariçe fosse doença...
Estavas sempre na cama.

Nunca poderei olvidar
Quando a minha fachada fotografaste.
Depois para m'as entregar
Dois períodos com elas passaste.

Nipónico, isto escrevi
P'ra te lembrares de mim.
O troco jamais o vi.
Okey, podemos ficar assim.

Sempre amigo GALHANAS


De Nido é alcunhado
Este nosso finalista
Do Japão está apaixonado
E diz que é «fotografista».

Ele gosta pouco de vinho
Mais ou menos de garotas
É pequeno coitadinho
Não pensa em coisas marôtas.

O curso vai terminar
Com belo resultado
Ao Japão vai passear
E talvez volte casado.

De ti vamos ter saudades
Seu Regentinho matreiro
Desejam-te felicidades
O «NADA e o BARQUEIRO».


Este é o «Caçula» Regente
Pequeno apenas na estatura
Mas um grande vigarista saiu
pois levou-me a certa altura.

Leva máquina a tiracolo
Pronto ao primeiro vigarizar.
Tira fotografias a este e aquele
Para depois os depenar.

Dizem que paga as propinas
Com o seu jeito de vigarista
Se assim é, meu reconhecimento
Ele afinal, é um grande artista.

Depois de fotografias tiradas
Não quer saber de desgraças
Aborrece meio mundo com cobranças
«- Não me interessa venham as massas»!

Não tem contemplações por alguém
carrega mal no parceiro
Continua a não saber de ninguém
«-venha a massa, venho o dinheiro»!

Seu sonho é ir ao Japão
e com  uma japonesa casar
Está na mira uma moça rica
Para logo a depenar.

a moça é filha de industrial
Rico até não mais poder
Caçando a garota,caça a massa
E logo o bolso vai encher.

Além de vigarista é «ladrão»
Pois capoeiras muitas vezes assaltou
E por muitas galinhas roubar
Só por milagre não chumbou.

E a coisa não fica por aqui
Nosso amigo em férias foi estagiar;
Logo o ramo galináceos escolheu
Para mais churrascos enfiar.

Como todos foi sensível ao amor
Logo nas suas garras caiu
Dizem que a garota...não sei...dizem!...
E a toque de caixa o Lima Fugiu !

Agora que o curso vais acabar
As tuas vigarices deixarão saudades
Levas uns votos de boa sorte
Saúde !...Dinheiro !... e felicidades.

Do amigo BORGES DA CUNHA


Dizem que o Tchivinguiro
Só tem alunos portugueses
Mas digo bem alto
Que os há Japoneses.

O nosso pequeno japonês
Diz-se bom fotógrafo
Mas as suas fotografias
Têm pouca nitidez.

No campo de aviação
Ele espera as «misses»
De máquina na mão
E sorriso «made in Japão».

Com o rasgar da ganga
É chegada a partida
E na hora da despedida
Desejo-te felicidades na nova vida.

Do amigo ANTÓNIO MACEDO «Macau»



Tira daí a mão.
seu porcalhão.
Dizia-lhe em vão.
Ele lá tirava
mas logo voltava.

As calças caem sem abotoadura;
As botas estão desapertadas
E nunca foram engraxadas.

E a gueixa,
Tão materialmente desejada
Sem massa,
Não é nada.

Com a sorna ou habitual sonolência
É o positivo fotográfico da indolência.
Letrado em literatura
Sábio a vigarizar.

Quanto melhor é pagar
As fotos na devida altura.
«Dinheiro na mão,
símbolo de cobre no chão...»

Grande é perda de capital
e de solas nas andanças.
Grave é o problema das finanças.
E o do rolo colorido
em que muito tipo «liso»
só quis dar-te prejuízo.

E tira daí a mão
Seu porcalhão...

SOARES D'AZEVEDO


Aí vem o coça-coça,
apregoando como todas as vezes
muito sério sem troça,
os produtos japoneses.

Já come com os palitos
e quer que a gente vá ver.
Bem, cá não gostamos de ditos;
mas, esperamos que não os vá ter.

Teu grande amigo e colega  SALAZAR



Acusam-me de mágoa e desalento
como se toda a pena dos meus versos
não fosse carne vossa, homens dispersos
e a minha dor a tua, pensamento !

Hei-de cantar-vos a beleza um dia,
quando a luz que não ego abrir o escuro
da noite que nos cerca como um muro,
e chegares a teu reino alegria !

Entretanto deixai que me não cale;
Até que o muro fenda, a treva estale,
seja a tristeza o vinho da vingança.

A minha voz de morte é a luz da luta:
Se quem confia a própria dor prescruta,
maior glória sem ter esperança.

Os versos
que te digam
a proeza que somos
o bolor
nas paredes
deste quarto deserto
o orvalho da amargura
na flor
de cada sonho
e o leito desmanchado
o peito aberto
a que chamaste
amor.

ANA




 

 

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