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Tuesday, June 9th 2009

11:28 AM

Finalistas 1964-65 (O nosso suor será alimento das raízes que sustentarão os teus filhos)

A todos quantos através das suas palavras incitadoras ou que materialmente contribuiram  para a realização do nosso já tradicional Livro de Fim de Curso, o nosso muito obrigado.

OS FINALISTAS



Os Alunos Finalistas de 1964-65, agradecem ao Sr. Governador Geral de Angola a honra da sua visita a esta Escola, no passado dia 6 de Abril do ano corrente, e  a sua valiosa contribuição, que permitiu a elaboração deste Livro de Fim de Curso.

Para Sua Excelência vão pois os nossos agradecimentos.

 

Adeus à ganga
 

 

Adeus ó ganga desbotada,
Ganga amada,
Em nosso corpo esfarrapada!...

Tu, que connosco cresceste
e por isso tua cor perdeste;
Tu, que com nosso suor te banhaste,
Nossos sonhos e ilusões acarinhaste;
Tu sabias teu destino: ser rasgada.
E nem assim hesitaste em ser sacrificada.
E desse rasgar...
Destruição.
Com que nosso amor pagamos;
Pedimos perdão.
Nossa vida em comum vai findar
Teus farrapos o vento vai levar.
Mas tua cor, o som do rasgar que ouvimos agora
Tê-lo-emos presente, juramos, pela vida fora.
Farrapo, para alguns sem significado
Tu serás nosso elo de ligação ao passado.

Adeus ó ganga desbotada,
Ganga amada
Em nosso corpo esfarrapada.

 



CUCA (Rui Manuel de Oliveira)



À nossa Escola

Tempos passados...
...ardentes e penosos...
...melancolia.
Anos consumados,
juventude...dela restam ossos...
...ossos....é triste; quem o diria.

Adeus...Escola amiga,
Abre os braços, queremos libertar
Os nossos mais pesados tormentos.
levamos-te a beleza, deixamos-te fadiga.
Não, não chores...pensa pois em cantar;
Não te esqueças... canta os nossos pensamentos.
 
CAUITA «Carlos Loureiro»
 
A Angola

Peço:
-olhem para esta mulher,
que se chama ANGOLA!

Tem seios tentadores
de curvas suaves, excitantes,
fartos, cheios e turgidos,
que se entrega aos seus amantes.
é mulher que se dá, generosa
e, também, ingénua e meiga criança,
que egoístamente se explora
e facilmente se engana.

-Olhem esta criança-mulher,
que se chama ANGOLA!

Amem-na loucamente
Recebam seus beijos,
frutos do manancial,
com que Deus, sabiamente,
a dotou de riqueza natural.
Germinem-na com o suor
honrado do vosso trabalho,
fecundem-na com o órgão do vosso amor.

E, então, Regentes
quando cansados, curvados,
olhardes a terra, toda ela a produzir,
sentireis, ao Sol Poente,
(a hora em que Deus está mais perto)
que fosteis mais que o amante,
mais que o fecundador incerto,
de um ventre virgem a florir.

-Amai, Regentes
esta mulher
que se chama ANGOLA!


SETE «Antero Duarte dos Santos Gonçalves»



Aos Pais
 
Pais ! Somos Regentes!...  Formados!... Regentes !

Mas quê? - não estais contentes?

Mas... porque chorais?
Sim fizeste.nos Regentes.
Não esqueceremos... nem pagaremos jamais!
- o pranto é incompreensível!
Não vemos razão possível!
Acaso estarão a chorar
Os meu pais que não vêm os filhos o curso findar
Porque morreram!
Que, como vós, por tanto nos amarem
Todos os sacrifícios fizeram e sofreram?
-Não estais contentes?
Então porque chorais?
Ah!
Só pensar não me atrevia!...
Chorais de alegria.
 
ESTAROLA «Pereira Gomes»


Às Nossas Noivas


Estais certas de poder
Acompanhar-nos na corrida?
Amais de verdade
Ou só quereis arruinar nossa vida?

Se assim pensais
Afastai-deste caminho
que não amais.~~Mas se assim não quereis,
Vinde:
Que não vos contristareis.


MICKEY «Carlos Almeida»



 

Aos nossos Mestres


Discutindo com calor,
Agarra-se à lei com garra.
É o nosso director,
Pequenino, já de idade,
O Engº Pissarra,
Que é barra em contabilidade.

«Caramba! raios de mania a vossa»...
não se farta de berrar
Aquele de quem ninguém troça,
E que atira as dispensas ao ar.

Dando a Tecnologia,
Desde o leite aos algodões,
Tabaco, chá  e café,
Mas que grandes «Confusons».

Um, dois X Y Z.
«Apaga essas barbaridades».
Fica cansado já se vê.
Vai tomar as unidades.

Sabedor e pequenino,
Da História à carpintaria
É assim o doutor Narino
O «sabão» da Filosofia.

«Avancem, e separem as carteiras
No ponto não se pode conversar».
Diz o Azancot, e apesar destas peneiras
A malta lá consegue cabular.

Crava cigarros sem parar,
Diminui as notas à malta.
Sem uma alcunha não podia passar
E a de «Bolsinhos» fazia-lhe falta.

Lá vem o miúdo coitado,
Nem c'os livros ele aguenta
É o Baby», que quer ser advogado
(talvez, com com alguma água benta).

1,2... saltitar, 1, 2...cessar
«Hoje não dispenso ninguém»
Mas o «Físico» tem que capitular,
Pois a malta dispensa-o também.

Os ácidos e anidridos
Num balão a borbulhar
E um copo dos compridos,
com brancol, pr'acompanhar.

pasta a tiracolo, boina na cabeça
Lá vem o padre, na motorizada
Na aula  de Moral, por mal que pareça
É pouca a malta que fica acordada.

«Pois pá!...No Norrte»...
E carregando no «rr» bem forte
Lá vai o Grácio, um finório
Que a malta alcunhou de «Libório»

Regente de profissão,
Tem grande preparação
pois anda sempre a correr
à volta da exploração.

 
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