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Friday, June 12th 2009

3:58 PM

João Carlos de Galeano Ventura «Pipas»


Mãe:

Que sentimento tão profundo
Embala teu coração
Sou eu certamente
A causa da tua oração.

Lembras-te:
Quando eu era pequenino
Chorava até mais não
Então tristezas sem fim
Apertavam teu coração.

Lembras-te:
Quando eu todo rotinho
E com ar de culpado
No teu regaço chorava
Para que fosse perdoado.

Lembras-te:
Então pacientemente
De mim vinhas cuidar
Com lágrimas nos olhos
E as mãos afagar.

Mãe:
Sentimentos como este
Jamais te pagarei
Por mil anos que viva
Nunca te esquecerei.

Pai:

Ouve esta história
Que eu te vou contar
Uma história de amor
Que muito te faz lembrar.

Andava uma criancinha
Pela casa a brincar
quando, eis de repente
O tinteiro faz entornar.

Um desenho que lá estava
Inutilizado ficou
Mas para completar a obra
A tinta ainda espalhou.

Quando disse a mãe ao pai
Este muito triste ficou
Mas apesar de tudo...
O seu filhinho beijou.

Esta história tão simples
Algo me faz recordar
O paizinho querido
Que tudo lhe quer perdoar.

O meu destino é o teu
Todos temos de morrer
Mas recorda-te sempre deste
Que muito te fez sofrer.

....................................................................


Paço, Paço anda cá
É o que diz a malta em voga
Paço para aqui, Paço para acolá
O Paço d'Arcos está na roda.

Onde há confusão
Onde há barulheira
Há o Paço lambão
Há o «patuá de sopeira».

Com manias de conquistador
De tudo ele é capaz.
Tem uma boneca, um amor
Uma desilusão logo atrás.

Fomos amigos no Lobito
Somos amigos na Escola
Tudo o que me lembre está dito
Nada mais me vem à tola.

Os teus desgostos já se foram
Que as aventuras, em ti morram
Por colégios e cábulas passaste
Finalmente um curso tiraste.

Do teu grande amigo LOUREIRO



Parece-me que vai chover
Põe-se alguém a comentar
P'lo menos a meu ver
Já começou a trovejar.

Engana-se redondamente
Quem assim está a pensar
Se não reparem e, certamente
Verão que é o Paço a berrar.

Recambiado do Lobito
A esta Escola veio parar
Armado em menino bonito
Este de quem estou a falar.

Sorna como só ele
Passa temporadas a hibernar
Todos lhe rogam pela pele
Pois está sempre a cantar.

Seus livros têm teias
De tanto lhes pegar
Ai! Eu a dizer coisas tão feias
De quem se mata a estudar.

Cá está ele à minha frente
Nem vale a pena falar
É a velha história de sempre
Um cigarro quer «cravar».

Nada mais vou dizer
Não por estar farto de rimar
Mas,se o continuo a fazer,
Ele dirá que estou a «regar».

Um abraço do sempre amigo MÁRIO



Pediste-me uns versos
a ideia não foi má
porém, amigo d'Arcos,
Aguenta o que vai cá.

De prior é alcunhado
Este grande «rosqueiro»
Gosta muito do «cravanço»
Mas é um tipo porreiro.

Eis que chega o dia do ponto!
Só  se safa a copiar
Mas o d'Arco está sempre pronto
Para o professor «enrolar».

No «abafa» o rei é ele
Quando toca a perder
deixa o bago, deixa a pele
sem o sentir sequer.

E agora amigo Paço
Que o curso vais findar
Eu quero te desejar
felicidades sem par.

Do amigo ESTICA



Do Lobito vieste ter
Para não poderes fugir
Pouco demoravas a comer
E logo querias sair.

Arranjaste uma viola
Porque não gramavas«disto»
E te dava trato à bola
Quando te lembravas do Lobito.

Pensavas em Rockefeller
E na sua massa para estoirar
Quem ta gastaria seria a mulher
E tu ficarias a olhar.

Para ires a Sá da Bandeira
Tudo tu fazias
Tudo e de qualquer maneira
O que é certo, é que ias.

Isto vai passando
Pois ao fim vai chegar
Vê se vais pensando
Em umas massas ganhar.

Do teu amigo PINTO & REBOCHO














 
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