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Monday, June 15th 2009

9:09 AM

Manuel Branco de Castro «Bituite»


A MEUS PAIS

Finalmente consegui
o meu curso acabar.
Sim, foi tarde, mas vi
o quanto vos fiz passar.

Ofereço-vos como presente
recompensa do vosso esforço.
- o meu curso de Regente-
Faço-o com grande alvoroço.

Os vossos cabelos brancos
(quisera que os não tivessem)
São retratos, retratos francos
de amarguras que não merecem.

Termino meus queridos pais;
aqui vão os meu agradecimentos.
Vai também um pedido mais,
a Deus, que acabem os vossos tormentos.

Do vosso filho querido MANUEL B. CASTRO



Parte do meu curso tirei
contigo em pensamento.
Com algo mais que agradecimento,
porque isso me ajudou, eu te pagarei.

Felizes dias passados estão,
felizes momentos recordaremos.
Mas aqueles que juntos passaremos
muito mais felizes ainda serão.

Vejo em teus olhos ansiedade
pela realização de um sonho lindo
e digo com todo o calor:

-Sim, também eu, é verdade,
pelo mesmo caminho estou indo.
Termino. querida, até sempre meu amor.

deste que muito te quer  MANUEL B. CASTRO



Todos nós ao nascermos
temos o destino marcado.
Nós dois, até morrermos
andaremos lado a lado,

Paixão? Não
Amor? Sim!!
Por ti se me enche o coração
deste sentimento sem fim.

Olha o Bituite adorado
O Bituite que cabulou.
Mas, que importa, se é amado
e a tormenta acabou?

Termino assim, meu amor
com um abraço apertado.
Apertarás também com fervor
esse teu curso acabado.

Da  ANABELA



Seis anos no Tchivinguiro andaste
e um curso vais terminar.
Anos de tristezas e alegrias tu passaste
Oxalá consigas pelo teu curso te orgulhar.
Nas tuas fugidas ao Lubango,
Rápidas ou demoradas, mas persistentes,
Quantas vezes pensaste talvez ao som dum tango,
nos anos consumados do teu curso de Regente?

Foram os melhores da tua vida,
Os anos que tu nele deixaste.
Tens um curso, a cabeça erguida,
segue em frente, pois a vitória alcançaste!

Do teu amigo e colega CARLOS LOUREIRO «Cauita»



Este marreco vaidoso
que o curso está a acabar,
é já um cábula famoso
que está morto por se pôr a andar.

Eu continuo na minha:
magro que nem um cão,
ténia deves ter nessa barriguinha
Consulta um médico e verás se não tenho razão.

Mais não tenho a acrescentar
nesta hora de despedida.
Felicidades te quero desejar
e que ganhes muita massa por toda a vida.

Do colega e amigo ALBUQUERQUE  «Baleia»



Há nesta Escola um colega
de «Bituite»alcunhado.
Quando toca a «esfrega»
lá está ele todo aprumado.

Era ainda muito cedo
mas já pensava em casar.
Que diria que sem medo
já sabia namorar?

Eh! pá, anda, anda
apanhar boleias na carga.
Vamos para Luanda,
mas é uma viagem amarga.

«A maioria vence»
diz ele habitualmente
sempre que toda a gente
adiar ponto tem em mente.

Caro amigo, sem peneiras,
quão difícil foi fazer
este chorrilho de asneiras.
Isto, claro a meu ver.

Agora vou terminar
pois já chega de maçar.
Só me resta desejar
felicidades sem par.

Do amigo e colega OLIVEIRA PEGADO «Malaquias»



De ti, Bituite magriço,
muito há a dizer
e sem muito reboliço
é o que vou tentar fazer.

Quantas vezes te deu desejo
de fugir à Patologia
só porque tinhas o ensejo
de ir tocar bateria?

Nem só bateria era paixão.
Outra ainda com força tanta
te inquietava o coração
que te fez querer ir a Luanda.

A Luanda tencionámos ir.
Chegámos mesmo ao «Alto da Conceição»
mas a boleia é que não quis vir
e nós apenas com chouriço p'ra refeição...

Da Chibia não me queria lembrar
para não ter que recordar
que houve alguém que ia tourear
e acabou por se embebedar...

Já no fim, quase a acabar,
deixa, larga, só para teu bem,
tudo o que te possa influenciar
pois ainda há muito que de bom tem.

Em nada modifica
mas isto não podia faltar,
pois a ti pouco dignifica
e em mim nada pode alterar.

E agora terminando,
massas, mulheres e felicidade
é o que te estou desejando
e confia na nossa amizade.

Um nada forçado, abraço de despedida do colega amigo JOSÉ REBOCHO « Big-Feet»



Tocou uma campainha
toda a malta entra na sala
é para encher a barriguinha
e ir depois para a aula.

Entrou também um rapaz
calcinhas...todo enfezado.
Senta-se à mesa. Pum...Trás...
O prato é bem maltratado.

O rapaz come tão bem
que até dá gosto ver
mas não há meio de desenvolver.
A «bicha» no corpo ele tem?

Do amigo MICKEY



Amigo e colega Manuel
com saudades recordo-te
a lutar com o violoncel
e a chamarem-te Bituite.

Os anos foram passando
e tu sempre pronto
mas o pior foi quando
começaste a «assinar o ponto».

Lutaste com a tola
furioso que nem um urso
quase ficaste estarola
mas acabaste por tirar o curso.

Um abraço do P.H.












 
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