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Monday, June 15th 2009

3:15 PM

Rodolfo Romão Veiga «Esgueira»


Caro amigo omão,
Uns versos te vou fazer
para que depois te lembres
Deste amigo, ao os ler.

Passas o dia a sornar
Grandessíssimo preguiçoso,
Mas passas o dia a berrar
Quando tarda o almoço.

És romântico e apaixonado
Mas tens o coração dorido,
Por pouco teres desejado
E muito teres sofrido.

Grande Romão,
Aqui vou terminar,
Quem na vida te deseja
Amor e felicidades sem par.

Com um abraço do amigo TENDINHA



Este nosso amigo Veiga
esguio, alto, simpático,
Quando faz uma voz meiga,
Não é nada sorumbático.

O maninho Rodolfo, enfim,
É senhor de gran talento,
Estuda pouco, coitado,
Pois tem coração tomado.

Mas por artes do diabo,
Ou por artes naturais
sabe lidar com a cábula,
Como pouco dos mortais.

Quem cabula o ano inteiro,
Merece de moça um beijo,
Tu assim a cabular
Tens beijos até fartar.

Em petiscos é portento,
Pois gosta de cozinhar,
Até põe rola de molho,
P'ró outro dia manjar.

Para o mestre arreliar
Até rapa a cabeleira,
Depois no lugar daquela,
Põe uma trunfa fagueira.

Cuidado minhas meninas,
É melhor largar o osso,
Não vá ele aparecer
Com uma corda ao pescoço.

A ti, de todo o coração,
Te desejo felicidades
Recorda a mana amiguinha,
Lembra-a com saudades.

Da RUTH



Esguio como a palmeira
Mal feitão e empenado,
É conhecido pelo «ESGUEIRA»
Ou «VATEL DOS ESTRELADOS»

Veio da tropa um senhor,
Logo pensou em casar,
Mas a moça, o estupor,
Não se deixou engatar.

-Oh! Xana! Vou-me matar,
A miúda não me liga,
Os miolos vou estoirar,
Nem que seja com uma «fisga».

P'ra cabular «não há pai»,
Passa a vida a sornar
E da cama ele só sai,
Para as rolas cozinhar.

Pelo carreiro do Caólo,
Saltando folgazão,
Descuidado, leva ao colo,
O tinto num garrafão.

Mas, oh! desgraça, numa volta,
O garrafão deixa cair,
E no chão, ao pôr a bota,
Dá-lhe um chuto até partir.

Chora o desventurado
Pelo tinto que não bebeu,
Mil vezes desgraçado,
Pelo nectar que perdeu.

Mas agora qu'é Regente,
Diz qu'a sério vai viver,
Embasbacar muita gente,
Com as obras qu'ha-de fazer!

Desejo-te felicidades,
Daquelas mil e com par,
Aquele que está em Moçâmedes,
Na esperança de casar.

Votos do afilhado ANTERO DUARTE «Sete»



 
1 Comentários.

Posted by Rodolfo Jorge Veiga:

Olá, sou o filho mais novo do Rodolfo Romão Veiga, irei mostrar este post ao meu pai, caso queiram entrar em contacto com ele podem escrever para o meu mail, rodolfoveiga@sapo.pt, obs. Não escrever nada que um filho não deva saber sobre o seu pai, :-)
Tuesday, May 4th 2010 @ 7:58 AM

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