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Monday, June 15th 2009

4:15 PM

Armando Humberto Taipa Maciel «Chelas»

 

Nos Maristas conheci
Este moço amalucado
Que veio parar aqui
Por de Santarém ter desertado.

sabe ser bom camarada
se dele se não abusar
Tem amor à «Garraiada»
Com uns copos p'ra ajudar.

Quis de «Ruivo» se chamar
E o cabelo oxigenou
Teve, porém, que o cortar
Pois toda a malta o gozou.

Maciel, p'ra terminar
este poeta fraquinho
Abraça-te, a desejar,
Que ganhes muito dinheirinho.


CUCA



De Santarém arribou
A este porto de abrigo
P'ra  acabar o curso; que ficou
Pela guerra interrompido.

Da poesia é amante
Sendo seu ídolo Pessoa
Também gosta de picante
De macau e de broa.

Certa manhã de um belo dia
Apareceu co'a tola modificada
Não sei se foi de Sartre Filosofia
Ou coisas da água oxigenada.

Desejo-te mil venturas
P'ra ti felicidades quero
Muito dinheiro, aventuras
Um abraço do amigo sincero.

CASTRO



Comigo vieste
De Santarém aqui parar
E. logo tiveste
Que na guerra ir marchar.

Nesta hora de despedida
O fim está a chegar
Muitas felicidades pela vida
E vontade para o curso acabar.

São os meus votos, Maciel
Com que te estou a desejar
Uma carreira fiel
Aos «Regentes» que vais representar.

Um abraço do amigo  BENTO



Felicidades , Maciel
Pela tua vida fora
arranja muito «pastel»
e sê sempre como agora.

Um abraço do amigo TINO


 

 

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Monday, June 15th 2009

4:13 PM

João Fernando Ferreira Dias Pablo «Tatú»

 

A MEUS PAIS

Neste momento de alegria,
apenas duas palavras me ocorrem.
-MUITO OBRIGADO-

Do filho amigo JOÃO FERNANDO



Lá longe...
Conchas de bruma,
gaivotas de sonho volteando no poente.
Lá, onde já não há mar, mas poesia,
onde o sol queimou a terra e lá deixou
Vida, Pão e um suave odor a maresia,
Lá então serei um sinal
no caminho vertical da nossa vida.

MARIA HELENA



Neste tão grande momento
Feliz, tu ergues a taça.
Dedica-lo em pensamento
Ao teu anjo de Alcobaça.

Dos amigos e festanças
Decorrido algum tempo
Talvez só restem lembranças
O resto é «casamento».

Quero agora desejar
No teu lar e mister, novos
Felicidades sem par
E netinhos p'rós vóvós.

Do amigo 100% TEODORO



Novo Regente se formou
Em quantos anos? Não sei!
Mas os que foram poucos? assim os gozou.

Amigos fixes e sócios, um chocolate originou
E tal amizade nasceu
Que alguém por manos nos tomou.

Mas dele vou falar pois tem muito que contar
A Fátima sempre quis ir, para em Leiria passar
Pois er amigo de moças e muito mais de namorar
Bem, mas é melhor parar pois já estou a «entrar».

«Regadelas» foi sempre o seu forte
tal era a faculdade
Que elefantes cor de rosa viu, que sorte!
Admiram-se! creiam que é verdade.

Quem o ouvisse ao telefone,
Coitada (o), bem as tinha que «enfiar».
E na guitarra? Pior que os «Rollingstone»
E são as propriedades que agora posso confiar.

No vinho e seus derivados, um portento
Sem me referir às «penosas»,
Em que nos davam crises nervosas
Para obtenção de cada tento.
Ginásticas monetárias, o Zé Manel e o ...Brás
é verdade que tudo já ficou para trás.

A vida começa
Com todas as suas dificuldades,
E então só me resta
Poder desejar-te, MUITAS FELICIDADES.

Com um xi, puxando um copo de 5.
O sempre fixe, amigo e colega   NETO



Meu caro João Fernando
Há bem pouco te conheço
E estou contente por quanto
Não me enganei no endereço.

És sem dúvida um bom amigo
Embora com ar «Brukutu»
És camarada às direitas
Meu caro amigo «Tatú».

Custou mas...já és formado
Nova vida tens à frente
Voto p'ra ver-te afamado
Sob o nome de Regente.

Do teu sincero amigo  PEREIRA GOMES



Não foi preciso viveiro
P'ra amizade enraizar
Vi que eras bom companheiro
E que contigo podia contar.

Aquelas nossas boleias
E os nossos acampamentos
Não irão p'ra esquecimentos.

Não sei mais o que fazer
Por isso vou terminar
E quero-te desejar
Muitos anos p'ra viver.

Do teu amigo  MICKEY



Depois de sete anos de estudo
Este colega orelhudo
Com um narigão bem saliente
Conseguiu chegar a Regente.

De matemática não gostou;
Pois dois anos o fez picar,
Mas enfim lá chegou
Depois de tanto batalhar.

E para finalizar
Dinheiro e amor,
Te está a desejar
Este amigo ao dispor.

TORRINHA «Cabêças»



Chegou da metrópole o nariz
Como conseguiu ele passar na alfândega?
Disso ele nada nos diz
Deve ter sido contrabando, ninguém o nega.

O nariz já tinha chegado
Ele ainda em Lisboa passeava.
É dono da cowboyada
E nada ele copo...iava.

E agora que começou nova vida
Que com vontade será vencida
Sê feliz, ama e trabalha
É o desejo deste «Fagulha».

LUÍS ORNELAS












 

 

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Monday, June 15th 2009

4:11 PM

Virgílio do Carmo Sousa Justino «Parafuso»

 

É lá dos meus sítios
O bom do nosso amigo
De «Parafuso» é alcunhado
Por um «barulho» antigo.

Por ser duro a malhar
No velhos desafios de futebol
Nas canetas ou na cabeça...
Não lhe interessa bem jogar.

Ser maníaco é notório
Arreganhista como só ele sabe,
Além de ser «mau» futebolista
Julga-se um grande filatelista.

A veterinária que continuar
Pois de vegetais pouco gosta
Por um canudo lutará
P'ras bestas e cavalgaduras tratar.

E agora p'ra terminar
Desejo-te muitas felicidades
Recebe um abraço meu
Cheio de camaradagem e saudades.

Do colega e amigo  BORGES DA CUNHA



É alguém que joga à bola
Durante todo o ano.
Tem uma dura tola
E alcunha de «Ruano»...

É por tudo sarrafeiro
Há quem lhe chame Germano
Mas é ele o sinaleiro
Da defesa do 5º ano.

Com um abraço de despedida do  PINTO REBOCHO



Qual é coisa, qual é ela,
Vermelho e de cabelo curto,
Não tem jeito p'ro «Kuela»
E no futebol é um bruto?

Tomate não pode ser,
E laranja não faz sentido
Bem m'está cá a parecer
Qu'é o Virgílio  Sousa Justino.

Abraços do ANTERO DUARTE «Sete»



Três anos aqui passámos
A estudar e a cabular
Na altura de nos separarmos
Vou umas verdades contar.

«Mas, quem roubou os meus selos?»
«Vou-me ao Regente queixar».
Grita, procura, e vai-os na mala encontrar.

«Polly», - diz ele a sonhar,
«Para te ver, quanto eu sofri!
Milhas e milhas de traineira percorri
Num rolo de cordas dormir não consegui
Rapei fome de cão, mas foi por ti
Sabe.me a baunilha ao recordar».

Calças tiradas, no capim se esconde
Para um telegrama ir enviando.
Mas esquecera o traiçoeiro Kissonde
E sai acorrer, o traseiro afagando.

Despeço-me , desejando
Que não mudes pela vida fora.
Sê feliz...(talvez casando)
Mas sê fixe, como agora.

Um abraço do amigo  CUCA




Tu, tens um olhar muito meigo
Tu, tens um sorriso encantador
Tu, és um verdadeiro amor       
Tu, és enfim, um grande amigo.

Amigo a a quem me dediquei
Que esquecer jamais poderei
Pois conseguiste-me cativar
Com o teu meigo e bondoso olhar.

Tu, que me consegues fazer rir
 E raras vezes... arreliar
Quero com fervor desejar
Que a vida te faça sempre sorrir.

Tu mereces toda a felicidade
Pois dela és bem merecedor;
Tu mereces um lar de amor
Onde haja paz, alegria e bondade.

Não quero finalizar
Sem contudo desejar-te:
-Felicidades, novo regente,
Na carreira que vais iniciar.

Recorda sempre a amiga que muito te estima  «POLLY»



Da terra dos bons cafés
Chegou o flagelo «Ruano»
Que no futebol esfola os pés
Aos jogadores doutro ano.

Parece que vai casar
E eu bem gostava de ver
Só para poder apreciar
A cara que vai fazer.

Vermelho terá de ficar
Mas não se assustem, podem crer
Que não é do vinho que tomar
É do feitio e não há nada a fazer.

E agora para terminar
Só te quero desejar
Felicidades sem par
E dinheiro para gastar.

Do amigo ALBUQUERQUE






 

 

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Monday, June 15th 2009

4:09 PM

Rui Manuel Joaquim de Oliveira «Cuca»

 

Mas que alegria imensa,
Nosso coração sente hoje!
Não tarda que o nosso filho,
Seja um ilustre Regente.

As tristezas que nos deste,
Por amor ao cabular,
Há muito estão esquecidas
Pois já gostas de estudar.

E os nossos parabens,
Vão nestes versos singelos.
Com votos de muitos êxitos,
E que nós posamos vê-los.

TEUS PAIZINHOS



Vedes este matulão,
Aqui na página ao lado?
É o «Cuca», o meu irmão,
Um tipo bem apanhado!

A vontade de estudar
Nele cresceu com a altura:
Já não ousa cabular,
Por amor à «Agricultura».

Creio, porém, que na Escola
Pequeno devia parecer!
Remédio: -estrume na tola,
E água nos pés..p'ra crescer!

Mas d'água não gosta ele...
Seja da água do mar,
Seja que é p'ra beber...
Pois se é «Cuca», que esperar!...

E pronto, mano Regente,
Aqui fica um desejo:
«Que o tacho dê muito dinheiro»!
E recebe um grande beijo.

Da tua mana amiga  DINA



Quando me lembro de ti,
Pequeno, loiro e risonho,
Sinto como o tempo passou
«Cuca», meu rico sobrinho.

De pequenino a gigante
Que grande pulo não deste!
Hoje para te beijar,
Quase preciso de escadote!

A alegria que sinto,
Tem tendência a aumentar
Não tardas em ser Regente,
Deixaste de cabular.

Que ganhes muito dinheiro,
Que sejas muito feliz,
São os votos da tua Titá,
Que sempre tanto te quis.

Beijos da tia amiga      RITA



Nunca a cabeça nos pesa
Quando o corpo que a mantém
Transporta em si a certeza
De um louro ais além!
Para quem segue o seu rumo
Na firmeza dos seus passos
De esforçado peregrino
Não há horizontes baços
Nem nuvens negras  de fumo
No céu azul do Destino.

Aqui deixo em poucas linhas
Prova de grande amizade
E com muitas saudades minhas
Meus votos de «Felicidades».

Um abraço amigo da  LOURDES



Resmungão, louco, cabeçudo,
Um perfil do »Cuca» amigo,
Imbecil, amoroso e sabe tudo.

Muitíssimos amores ele já teve,
Amou a Dolores, a G... e a D...mas,
Ninguém mais do que ele ama tanto,
Um bom sumo de uvas, rosée ou branco.
Enfim, ele é o que se chama
Lírio  no meio da grama.

«Ouvi um belo dia contar
Linda história de pasmar...»
Iguais, sempre iguais estes dizeres,
Vai contar contar a sua história terminados os afazeres.

E depois de isto recordar te desejo,
Imensas felicidades, como p'ra mim eu vejo,
Ricas moedas no bolso, a brilhar
Amor intenso em que não haja par.

Um abraço do sempre amigo TINO



De pernas e nariz avantajados
De Novo Redondo veio p'ra Huíla
Pertence à ordem dos Ungiculados
Mas... será homem ou gorila?

Em sornas e grossuras formado,
Mais do que permitia a força humana
Esquecia-me de frizar a cama
E as aventuras de um livro ilustrado.

Mas, deixemos de brincar
Só te quero desejar
Felicidades sem par
E uma esposa p'ra amar.

Do teu amigo e colega  MICKEY



Amigo »Cuca» grandalhão,
A mim não venhas bater,
Tu tão grande, matulão,
Por estas verdades dizer.

Seu refúgio é a Humpata
Com suas belas ruanas.
Mas é preciso ter lata,
Ir lá todas as semanas!...

No futebol ele é craque,
O grande médio defesa.
E quando ele enverga o fraque
Isso então é uma beleza.

Por ora vou terminar,
Pois mais não sei que dizer
Além de mi venturas desejar
A este amigo do lazer.

Um abraço amigo do CARDOSO



Vai sair esta Escola
Um ás do basquetebol.
Também joga o futebol,
O nosso colega «gabarola».

tem grande imaginação
E ao circo devia ir parar.
Anda doente do coração
Pois já começou a amar.

Fica todo chateado
Quando não bebe conhaque.
Mas fica todo babado
Se ouve: «aí vem o craque».

Um abraço do amigo  VIRGÍLIO



A vós, meus pais,
A quem eu devo
O estar na página ao lado;
a vós que me amais
E agora vos orgulhais
Do meu curso acabado,
Nem sequer me atrevo
A dizer-vos «OBRIGADO»,
Porque isso é escusado.
Ao esforço por vós feito,
Eu rendo preito...
E o orgulho que senti
Ao ser rasgado,
A vós foi dedicado.

Muitos beijos do filho amigo  «CUCA»




 

 

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Monday, June 15th 2009

3:15 PM

Rodolfo Romão Veiga «Esgueira»


Caro amigo omão,
Uns versos te vou fazer
para que depois te lembres
Deste amigo, ao os ler.

Passas o dia a sornar
Grandessíssimo preguiçoso,
Mas passas o dia a berrar
Quando tarda o almoço.

És romântico e apaixonado
Mas tens o coração dorido,
Por pouco teres desejado
E muito teres sofrido.

Grande Romão,
Aqui vou terminar,
Quem na vida te deseja
Amor e felicidades sem par.

Com um abraço do amigo TENDINHA



Este nosso amigo Veiga
esguio, alto, simpático,
Quando faz uma voz meiga,
Não é nada sorumbático.

O maninho Rodolfo, enfim,
É senhor de gran talento,
Estuda pouco, coitado,
Pois tem coração tomado.

Mas por artes do diabo,
Ou por artes naturais
sabe lidar com a cábula,
Como pouco dos mortais.

Quem cabula o ano inteiro,
Merece de moça um beijo,
Tu assim a cabular
Tens beijos até fartar.

Em petiscos é portento,
Pois gosta de cozinhar,
Até põe rola de molho,
P'ró outro dia manjar.

Para o mestre arreliar
Até rapa a cabeleira,
Depois no lugar daquela,
Põe uma trunfa fagueira.

Cuidado minhas meninas,
É melhor largar o osso,
Não vá ele aparecer
Com uma corda ao pescoço.

A ti, de todo o coração,
Te desejo felicidades
Recorda a mana amiguinha,
Lembra-a com saudades.

Da RUTH



Esguio como a palmeira
Mal feitão e empenado,
É conhecido pelo «ESGUEIRA»
Ou «VATEL DOS ESTRELADOS»

Veio da tropa um senhor,
Logo pensou em casar,
Mas a moça, o estupor,
Não se deixou engatar.

-Oh! Xana! Vou-me matar,
A miúda não me liga,
Os miolos vou estoirar,
Nem que seja com uma «fisga».

P'ra cabular «não há pai»,
Passa a vida a sornar
E da cama ele só sai,
Para as rolas cozinhar.

Pelo carreiro do Caólo,
Saltando folgazão,
Descuidado, leva ao colo,
O tinto num garrafão.

Mas, oh! desgraça, numa volta,
O garrafão deixa cair,
E no chão, ao pôr a bota,
Dá-lhe um chuto até partir.

Chora o desventurado
Pelo tinto que não bebeu,
Mil vezes desgraçado,
Pelo nectar que perdeu.

Mas agora qu'é Regente,
Diz qu'a sério vai viver,
Embasbacar muita gente,
Com as obras qu'ha-de fazer!

Desejo-te felicidades,
Daquelas mil e com par,
Aquele que está em Moçâmedes,
Na esperança de casar.

Votos do afilhado ANTERO DUARTE «Sete»



 
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Monday, June 15th 2009

2:28 PM

Mário Ferreira Teixeira «Moreia»


Negar não sou capaz
Quando um amigo me pede,
Porém em tempo fugaz
Só espero que a musa me ajude...

Quando veio p'ra Escola
Nada do curso sabia
E logo disse que queria
Ser engenheiro de máquinas!

Agora nada apaixonado
Este moço tão javardo...
E agora que termina o curso
Já o estou a ver enforcado!

Eis que o fim é chegado
Para este moço tão valente
Pois é mais um Regente
Que da Escola é lançado.

Mário, na hora da despedida,
Só te quero desejar
Felicidades sem par
E muitos sucessos na vida.

Do amigo «Estica» CARLOS GOUVEIA MARTINS



Alto, magro e  desempenado
É este rapaz nervoso
Que fica bastante afectado
Quando lhe chamam manhoso.

Um dia pela madrugada
Bateu  à minha janela
Dizendo: desculpa-me a maçada
Mas é que venho de Benguela
À procura da minha amada.

Num momento de irreflexão
«Desviou» uma galinácea
E apanhou 10 dias de suspensão
Para castigar tal audácia.

E agora para terminar
Caro amigo Mário Teixeira
Desejo-te felicidades sem par
E a continuação do idílio em Sá da Bandeira.

Do pequenito FAROL



Uns versos te vou fazer
Contudo, sou fraco em rimar.
De ti, Mário, pouco há a dizer
Mas sempre chega para versejar.

Conheci-te no Lobito
Tu bem sabes em que condições;
Julgavas-te, sei lá, bonito,
Pronto a destruir corações.
Corações...sim, estás na idade
Arranjaste algo muito melhor que «frango»
Não duvides, é pura verdade
O teu coração estacionou no Lubango.

Várias vezes nós andámos
Em boas e valentes farras
Em almoços e grossuras, nós passámos
Sei lá que mais...não faltava algazarra.

Mas algo disto vais deixar
Ficarão, acho eu, recordações
Dos tempos que aqui tiveste que  passar
Descansa...ficarão também em nossos corações.

E agora para finalizar
A ti, colega e grande amigo
Felicidades te quero desejar
E que a tua vida seja um figo.

CARLOS LOUREIRO «Cawita»



Adeus Escola...Adeus a tudo
Pois já não mais vos verei
Mas adeus eu não digo
Só a ti meu amigo.

Oh! quantas quimeras por ti passaram
No teu seio, sonhos findaram...
Sonhos de beleza e amor...sonhaste
Enquanto o teu curso tiraste.

Sonhos que tu querias acreditar
Sonhos que a tua imagem criou
Ilusões que já findaram.

Pensamentos diversos em ti brotaram
Talvez angústias...talvez não...
Mas quem sabe? Só tu...talvez...

Do teu amigo  GALEANO  VENTURA



Carinha de Nstlé,
Manias de garanhão,
Eis o retrato do néné
Que não passa de um fanfarrão.

Crava-me boleias de Jeep
E tudo o mais que consegue
Só não nos leva a camisa
Pois não há quem escorregue.

Arranjou uma garota
Lá prós lados da cidade
Passa os dias suspirando
Pois p'ra casar falta-lhe idade.

Tens sido um dos bons camaradas
Meu caro amigo Marito
Deixa-te de barracadas
Casa-te lá coma Anita.

Um abraço amigo do NETO



Mário «Muleta»
Quando apanha «carraspana»
Com ele ninguém se meta,
Em Hércules se transforma
E é borrachete de toda a forma.

É um tipo engatatão
Não sei se engatado
Quando engata galinha então,
Torce o pescoço e está roubado.

E agora para terminar
Ao começares nova vida
Amor e felicidades te vou desejar
Na tua nova vida.

Do amigo «Fagulha»  LUÍS ORNELAS




 




 
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Monday, June 15th 2009

1:30 PM

Manuel Luís Ferreira «Velho»


Sempre calmo e calado
Nos corredores asseia sozinho
Com meio sorriso esboçado
O nosso bom do «Velhinho».

Logo que nos conhecemos
Logo amigos ficámos
E nem vale a pena contar
Que bons bocados passámos.

Depois de finalista
Regente vais sair
Ainda aqui passo mais dois anos
P'ra daqui me safar.

E nestes 2 anos recordas
Os nossos velhos serões
Eu nesta velha Escola
Encho-me de velhas recordações.

E para terminar
Este teu bom amigalhaço
Além de todas as felicidades
Junto te manda um abraço.

Do teu amigo TORRES



Velho caduco e resmungão
 De ti eu não me esqueci
Como vês aqui estão
Também uns versos para ti.

Não esqueças aquele Domingo
Aquela Páscoa tão alegre
Que andaste cantando e rindo
Saltando mais que lebre.

Quão felizes que nós fomos
Eis que tudo acabou
Regentes agora somos
Tudo o resto terminou.

Felicidades te deseja por toda a vida fora o amigo CARDOSO



De Caconda veio
Este saudoso Ferreira
antigo amigo e companheiro
Das farras em Sá da Bandeira.

Na Escola o encontrei
Por «Velho» alcunhado
Com ele, a malta, relembrei
O tempo já passado.

Finalmente, caro colega
A vitória alcançaste
depois de muita persistência e fadiga
O curso terminaste.

Felicidades sinceras te deseja o amigo SÉRGIO FERNANDES



Uns versos me pediste
Uns versos te vou fazer
Velho cheio de sinusite
Que te deu que fazer.

De Caconda saíste
Para aqui  vir parar
Até que enfim conseguiste
este curso tirar.

E agora para terminar
Felicidades, dinheiro e amor
Te deseja o amigo Torrinha.

CABEÇAS



Embora velho e alquebrado
O curso chegou a findar
Amigo, esquece-te do passado
Pois nova vida vais iniciar.

Felicidades nessa nova vida
São os votos do CABILHA.



Velho! Acabaste o curso de Regente
Mesmo com toda essa preguiça
Zanguei-me contigo, injustamente
Desculpa.Fui uma criança.

Alcunhado de inocente
Alcunha que não lhe cabia
Já que este Regente
Com «quitias» se metia.

Para este Curso que te orgulha
Só te posso desejar felicidades...
Grandes alegrias e amores...

Estes são os votos sinceros do amigo  ORNELAS «Fagulha»



A esta escola chegou
Já tarde para começar
Mas com boa vontade acabou,
Ou melhor, vai acabar.

Certamente já adivinharam
Que falo do nosso Velhinho
Mas, respeitinho - já pensaram
Que ele já tem um netinho?

O reumatismo dá-lhe cabo
E nas dobradiças tem ferrugem,
Mas, apesar de velho, ainda o gabo
Por um hábito que ele tem:

-Um passeio diário à nascente
«Para pôr o físico em forma».
reparem que há pouca gente
Que segue à risca esta norma!

Não afines amigo Ferreira
Por tudo o que estive a dizer
Que p'ro futuro Deus queira
Que a tua vida seja só prazer.

Do teu amigo e colega BRANCO DE CASTRO  «Bituite»











 
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Monday, June 15th 2009

9:09 AM

Manuel Branco de Castro «Bituite»


A MEUS PAIS

Finalmente consegui
o meu curso acabar.
Sim, foi tarde, mas vi
o quanto vos fiz passar.

Ofereço-vos como presente
recompensa do vosso esforço.
- o meu curso de Regente-
Faço-o com grande alvoroço.

Os vossos cabelos brancos
(quisera que os não tivessem)
São retratos, retratos francos
de amarguras que não merecem.

Termino meus queridos pais;
aqui vão os meu agradecimentos.
Vai também um pedido mais,
a Deus, que acabem os vossos tormentos.

Do vosso filho querido MANUEL B. CASTRO



Parte do meu curso tirei
contigo em pensamento.
Com algo mais que agradecimento,
porque isso me ajudou, eu te pagarei.

Felizes dias passados estão,
felizes momentos recordaremos.
Mas aqueles que juntos passaremos
muito mais felizes ainda serão.

Vejo em teus olhos ansiedade
pela realização de um sonho lindo
e digo com todo o calor:

-Sim, também eu, é verdade,
pelo mesmo caminho estou indo.
Termino. querida, até sempre meu amor.

deste que muito te quer  MANUEL B. CASTRO



Todos nós ao nascermos
temos o destino marcado.
Nós dois, até morrermos
andaremos lado a lado,

Paixão? Não
Amor? Sim!!
Por ti se me enche o coração
deste sentimento sem fim.

Olha o Bituite adorado
O Bituite que cabulou.
Mas, que importa, se é amado
e a tormenta acabou?

Termino assim, meu amor
com um abraço apertado.
Apertarás também com fervor
esse teu curso acabado.

Da  ANABELA



Seis anos no Tchivinguiro andaste
e um curso vais terminar.
Anos de tristezas e alegrias tu passaste
Oxalá consigas pelo teu curso te orgulhar.
Nas tuas fugidas ao Lubango,
Rápidas ou demoradas, mas persistentes,
Quantas vezes pensaste talvez ao som dum tango,
nos anos consumados do teu curso de Regente?

Foram os melhores da tua vida,
Os anos que tu nele deixaste.
Tens um curso, a cabeça erguida,
segue em frente, pois a vitória alcançaste!

Do teu amigo e colega CARLOS LOUREIRO «Cauita»



Este marreco vaidoso
que o curso está a acabar,
é já um cábula famoso
que está morto por se pôr a andar.

Eu continuo na minha:
magro que nem um cão,
ténia deves ter nessa barriguinha
Consulta um médico e verás se não tenho razão.

Mais não tenho a acrescentar
nesta hora de despedida.
Felicidades te quero desejar
e que ganhes muita massa por toda a vida.

Do colega e amigo ALBUQUERQUE  «Baleia»



Há nesta Escola um colega
de «Bituite»alcunhado.
Quando toca a «esfrega»
lá está ele todo aprumado.

Era ainda muito cedo
mas já pensava em casar.
Que diria que sem medo
já sabia namorar?

Eh! pá, anda, anda
apanhar boleias na carga.
Vamos para Luanda,
mas é uma viagem amarga.

«A maioria vence»
diz ele habitualmente
sempre que toda a gente
adiar ponto tem em mente.

Caro amigo, sem peneiras,
quão difícil foi fazer
este chorrilho de asneiras.
Isto, claro a meu ver.

Agora vou terminar
pois já chega de maçar.
Só me resta desejar
felicidades sem par.

Do amigo e colega OLIVEIRA PEGADO «Malaquias»



De ti, Bituite magriço,
muito há a dizer
e sem muito reboliço
é o que vou tentar fazer.

Quantas vezes te deu desejo
de fugir à Patologia
só porque tinhas o ensejo
de ir tocar bateria?

Nem só bateria era paixão.
Outra ainda com força tanta
te inquietava o coração
que te fez querer ir a Luanda.

A Luanda tencionámos ir.
Chegámos mesmo ao «Alto da Conceição»
mas a boleia é que não quis vir
e nós apenas com chouriço p'ra refeição...

Da Chibia não me queria lembrar
para não ter que recordar
que houve alguém que ia tourear
e acabou por se embebedar...

Já no fim, quase a acabar,
deixa, larga, só para teu bem,
tudo o que te possa influenciar
pois ainda há muito que de bom tem.

Em nada modifica
mas isto não podia faltar,
pois a ti pouco dignifica
e em mim nada pode alterar.

E agora terminando,
massas, mulheres e felicidade
é o que te estou desejando
e confia na nossa amizade.

Um nada forçado, abraço de despedida do colega amigo JOSÉ REBOCHO « Big-Feet»



Tocou uma campainha
toda a malta entra na sala
é para encher a barriguinha
e ir depois para a aula.

Entrou também um rapaz
calcinhas...todo enfezado.
Senta-se à mesa. Pum...Trás...
O prato é bem maltratado.

O rapaz come tão bem
que até dá gosto ver
mas não há meio de desenvolver.
A «bicha» no corpo ele tem?

Do amigo MICKEY



Amigo e colega Manuel
com saudades recordo-te
a lutar com o violoncel
e a chamarem-te Bituite.

Os anos foram passando
e tu sempre pronto
mas o pior foi quando
começaste a «assinar o ponto».

Lutaste com a tola
furioso que nem um urso
quase ficaste estarola
mas acabaste por tirar o curso.

Um abraço do P.H.












 
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Monday, June 15th 2009

8:30 AM

Luís Hermenegido de Castro Silva «Califa-Profeta»


A MEUS PAIS

A vós,
Que me desteis a vida,
Pão, cultura, guarida;
A vós,
Que sofrestes assim,
Apenas e só por mim;
A vós , pais: obrigado.
Obrigado,
Pelas lágrimas de dor,
Pela ternura e amor,
Por tudo isso enfim:
Um obrigado de mim.

Do filho amigo  NITO



Dois de três anos
De tanto cabular
Conseguiste enfim o curso
Que te fará triunfar.

Dia e dias passaste
No Lubango a distrair
Vias a malta a marrar
E não deixavas de rir.

Acabou-se a boa vida
Amigo «Califa» paciência
Saúde, dinheiro, uma querida
E na profissão, ciência.

Do amigo MICKEY



Como me pediste uns versos
E não sou grande humorista
Aqui vão algumas broncas
Para que te lembres do Estica.

Certo dia ao jantar
O Francês só se ri
E eu,para o gozar,
Comecei por perguntar:
O que tens ó chanfrado?
Ele responde e sorri:
-Je ne sais pas, mon ami!-

E agora faz ideia
Que tremenda bebedeira
De cerveja ou tintol
Que apanhaste no Caól...

Castro: na hora da despedida
Só te quero desejar
Que possas por toda a visa
Só venturas encontrar.

Com um abraço do amigo  ESTICA



A TI

Vi-te pequena- ias rezando
Durante a procissão;
Toda de branco, murmurando;
Na frente o véu, uma luz na mão.
Não ias só - grande era o bando,
Mas entre todas te escolhi;
Minha alma foi-te acompanhando,
A vez primeira em que te vi.

Para sempre NITO



A vida...é terra lavrada
Da semente...vem o porvir;
Enfrenta uma vida!
Uma encruzilhada!
Sempre a cantar... a sorrir.

Que o  fio da tua vida
Dure...dure em F'licidade
Seja uma farda de ganga
Que recordes com saudade.

Da MIMI



Vindo de Porto Alexandre
Onde secava corvina
Aqui chegou este alambre
Que não é nada sovina.

No Inglês não tem rival
A copiar não tem igual
Mas como vocalista:
Ai!... S. Baptista.

tem a mania de engatatão
Oportunidade não faltou
Mas nunca pôs a mão
Onde a consciência mansou.

Chegou o momento derradeiro
Que mourejes de sol a sol
Que tenhas saúde e dinheiro
É o que te deseja o «Farol».

Do amigo FAROL



Aí vem satisfeito a assobiar
O Incomparável«Califa do Oriente»
Disposto concerteza a enganar,
Mesmo o professor mais exigente.

Agora com o curso acabado
Bem podes respirar aliviado
Por as cábulas nunca terem falhado
E sempre teres visto na pauta: aprovado.

Com um abraço do amigo ALBUQUERQUE



Bom rapaz
Bom camarada
De tudo é capaz, até estudar!
-Ah! Ah! deixem-me rir, que piada
Eu estava a brincar.

Despreocupado
«Toujours chantant
Ce bon vivant»
Sem problemas,
Sempre contente
Eis o que é
este novo Regente.

Do teu grande amigo  PEREIRA GOMES  «Estarola»










 
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Monday, June 15th 2009

5:04 AM

Luís Diogo Cortês Cardoso de Albuquerque «Moby Dick»


Depois de deixar a«Malta»
Como é bom já eu pensei
Chegar a casa  e em voz alta
Dizer-vos com alegria: - Passei!.

O muito que vós fizesteis
Nunca vos poderei pagar
Mas podeis crer que estivesteis
Sempre no meu pensar.

Do filho amigo  LUÍS



Da capital ele desceu
Largou os pais a chorar
Por aqui permaneceu
E não fez mais que engordar.

Por «Moby Dick» é conhecido
Por ser bastante elegante
E faz bastante alarido
Quando critica a gente.

Sem desfazer é bom rapaz
raro é dar-lhe neurastenia
A todos os professores satisfaz
Menos ao de Zootecnia.

Vai-se, está a desaparecer
A musa que me fez poeta
Magro-Cal para emagrecer
Recomenda o amigo «Profeta».

CASTRO SILVA  «Califa»



«Doente» é pelo futebol
Este nosso amigo banhudo
Não gosta nada de tintol
O Albuquerque barbaçudo.

O seu símbolo é lagarto
Perdão...é o felino leão
À sua frente só vê verde
Cor da sua adoração.

É amigo do seu amigo
Mas crítico sem par
Senhor das sua ideias é
Sabe bem o que está a falar.

Recorda sempre a nossa amizade
Que neste lustro foi construída
Será indestrutível até ao fim
Não a deixaremos ser destruída.

Para a poesia terminar
Um abraço meu com calor
P'ra vida nos vamos separar
Felicidades te desejo com ardor.

Do teu amigo  BORGES DA CUNHA «Gesso»



De baleia é alcunhado
Este nosso Regente
É um actor consumado
E amigo de toda a gente.

E agora que o curso vais acabar
E nova vida iniciar
Só te quero augurar
Êxitos sem par.

Do colega e amigo ANTÓNIO MACEDO «Macau»



A vida corre...esvoaça,
Mas a boa amizade,
Não se desfaz com a fumaça...
Ainda recordarás com saudade,
Cinco anos de chalaça.
E então lerás
Os versos sem mestraça,
Do amigo que lembrarás.

ALEXANDRE GALO



Vejam-no satisfeito
Entretido a criticar
Senhor de impor respeito
Passando a vida a gozar.

Nesta Escola ele é velhíssimo
Andando com pasta de ganga
Será por ser veteraníssimo
Ou é só para fazer banga?

Nosso caro doutorando
Por hoje nada mais
Continua sempre andando
Que serás rico demais.

Do bicho BRUNO DE SOUSA



Partidas está sempre a pregar
Este «Moby Dick» pançudo
Gosta bastante de criticar
E de discutir de tudo.

e pronto, para finalizar
Felicidades e bom «Tacho»
É o que te quer desejar
O teu amigo Camacho.

CABEÇAS



Gordo, gordito, gordão
Isto lhe chamamos e muito mais
Mas saibam que temos razão
Pois ele tem gorduras amais.

É amigo da discussão
E para ela sempre tende
Nem sempre ele tem razão
Quando com pouco se ofende.

Pelo futebol é doente
Já estava quase curado
Agora, porém, constantemente
Do jogo espera resultado.

Medicina, seguir não podia,
À Veterinária se limitava.
Agora prefere a Agronomia
Pois viu que p'ra assassino não dava.

Que pela tua vida fora
Te sorria a felicidade,
É o que te deseja, agora,
Este amigo de verdade.

Do colega e amigo «BITUITE» (Marreco)



Vai ao médico, pois nunca é tarde
Sei que comigo não concordas
Mas repara, é pura verdade
«Os outros comem e tu engordas».

Se a janela começo a fechar
Ao Jesus, que agitação
Isto é motivo para começar
De novo uma discussão.

A gordura em ti não deixa
Frio entrar,meu pançudo
Fecha a janela, fecha
E deixa esse ar carrancudo.

Lamento que levasses a mal
Que eu fizesse uma sociedade
Mas nunca pensei em tal
Ferisse a nossa amizade.

E agora para terminar
Não duvides...Põe em mente
Felicidades te quero desejar
Na tua vida de Regente.

Do colega e amigo LOUREIRO «Ringo Beatle»



Cinco anos de censura
Cá passaste
Cortando na casaca
A toda a gente
Mas ao fim de tanto cortar
Conseguiste sair Regente.

Que sejas mui competente
é o que estou a desejar
Para que como Regente
Não te possam censurar.

Do teu colega MICKEY



Chegada a hora das refeições
O Albuquerque vai sempre a correr
Para ter no refeitório aplicações
Por tanto gostar de comer.

Não te zangues amigo gordo
Isto foi tudo a gozar
Mas espero que fique gravado
No seu devido lugar.

Do amigo CHICO MACEDO «Rato Cego»


























 
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Monday, June 15th 2009

4:29 AM

Luís Alberto Franco de Ornelas «Fagulha»


MÃE,

Chegámos ao fim
Quem seria eu, sim?
Quem?
-Pergunto eu.
Sua palavras, conselhos e castigos.
E o que sofreu?
Para nos trazer sempre erguidos.

Vós, tio, que nos ajudastes
Pelas tuas cartas nos animavas
Muitas horas tirastes
Do dia adia, que precisavas
Por nós, elas sacrificavas.

A vós, tio, muito obrigado
Pela ajuda, conselhos que nos deu.
Mãe ! Do teu filho amado
Um abraço jamais esquecido. Adeus!

Do teu filho BÉTIO



Água caindo
da palma da mão
Mostra sorrindo
O seu narigão.

Seguindo em frente
Sempre em parar
E agora... és Regente
Felicidades te vou desejar.

Do colega e amigo CABILHA



De botas ruanas postas
Com seu nariz vermelhaço
De mãos atrás das costas
Lá vai o nariz de «palhaço».

Este tipo animado
É qualquer coisa a S. Pedro
Pois quando atrapalhado
Chove que mete medo.

Falo do Ornelas, Luís
O curso vais terminar
espero que sejas feliz
No trabalho e no amar.


Do teu colega e amigo  CARDOSO



Em Cabo Verde nasceu
O Fagulha, atrapalhado
Mas enfim, lá venceu
depois de tanto ter molhado.
E agora para finalizar
Saúde, amor e dinheiro
Te está a desejar
O amigo e companheiro.

TORRINHA



Nem todos os dias são bons
Bons na acepção da palavra
Dias bons para escrever
Este é péssimo, já vais ver.

Cabo Verde minha terra
Das mornas e guitarradas
Quantas saudades que tenho
Daquelas belas noitadas.

O Fagulha assim o pensa
Mas suponho não o diz
Ele é metido consigo
Consigo e com o seu nariz.

Do colega e amigo MICAS



De Fagulha alcunhado
Este nariz vermelhão
De 1º andar e abatatado
Mais parecendo um vulcão.

Mãos nos bolsos a andar
-Ca...olarilolé... ...
Faz o «palhaço» a passear
Com cara de chimpanzé.

Bom, aqui vos apresento
«Do homem que fazia chover»
O actor principal
e depois de tanta chuva
O melhor será terminar.
Pois o caso é sério!...
É que não sei nadar!...

Felicidades te deseja o amigo MARCELO



O curso terminastes
Com fervor e ardor
Aqui, tu lutastes...
Lá fora..., o teu labor
Tudo irá vencer
Fala-te o «Velho» conhecedor
Que felicidades te vai desejar
E que tenhas muitos filhos para educar.

Do teu colega e amigo FERREIRA


 
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Monday, June 15th 2009

4:00 AM

Júlio Salvador Duarte «Caputo»


Ao melhor dos Filhos
exemplo de amizade e respeito,
pedem a Deus o maior êxito na sua nova vida
os Pais sempre amigos,

MARIA TERESA e DIMAS


inúmeras felicidades e um futuro risonho
são os ardentes votos da irmã amiga,

TERESA



A berrar acordou
A berrar permaneceu
A berrar se deitou
Berrando ele viveu.

Mas não haja confusão
Não é cabra nem é bode
É o amigo Julião
Que só a berrar viver pode.

Fora isso, sinceramente digo,
É bom rapaz, camaradão
É amigo do seu amigo
E é um pouco cabulão.

Com votos de boa sorte
No idílio com a Manuela
Despeço-me caro Duarte
Que sejas feliz com ela.

Do NITO SILVA



Nem podem imaginar
Como este moço é «enguiço»
É mestre em ruídos deitar
Pela porta de serviço.

Ele veio de Santarém
E para lá voltaria
Pois dificuldades tem
Em estudar Zootecnia.

Felicidades, Salvador
Pela tua vida fora
Também um silenciador
Para não seres como agora.

Do colega MICKEY



Caro colega Júlio Renegado
De algo vou-te recordar
Agora que tudo  está terminado
E para a tropa vais marchar.

Por uma espanhola te apaixonaste
Enquanto estivestes no Quintal
E só não te enforcaste
Porque reagiste afinal.

Vida longa e sempre em frente
É o que te quero desejar
Agora que és Regente
E nada te está a preocupar.

Do amigo FAROL



Conheci em Silva Porto
O colega que vou gozar
Para estudar sempre foi torto
É mais fácil cabular.

Já nos Maristas era assim
Faço ideia em Santarém!...
Mas conseguiu  chegar ao fim
E não quer ir mais além.

é do King aficçionado
Quem fora disso o quiser ver
encontra-se na cama ou sentado
Pois de certeza está a ler.

Que encontres um bom «furo»
Eis os votos que te faço
E que te sorria o futuro
Adeus canhoto, aceita um abraço.

Do amigo CUCA



Da Metrópole veio fugido
Este tanso tão galado!...
E agora que és Regente
Espero que te lembres da gente.

Já te noto um sorriso
Por o manicómio ir deixar...
Porém amigo Júlio
Estou certo que te vais enforcar!...

Continua a sorrir...
Mas eu vou terminar,
Querendo-te desejar
Felicidades no porvir.

Do amigo ESTICA





 
 
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Monday, June 15th 2009

3:22 AM

José Geraldes de Matos «Zé dos Calos»

«DESTE GÉNIO TÃO DANADO
QUEM SERÁ O CULPADO»

Pé ante pé, gazua na mão,
Faz tudo num acto,
Mas não era previsão
Que ao abrir o guarda fato
O dono chegasse então.
Rostos alterados,
Um por indignação
Outros por atrapalhação.
Não preciso citar nomes:
«...Desculpa lá...pá...oh!...Gomes!»
Já não tem razão a crítica
Mudou por completo
Caso correcto!
Enfim, já não é certo!
E diz:-«lá, pá...cunfia....a...acabou».

Do sincero amigo PEREIRA GOMES



Finalmente
És  Regente.
Novas responsabilidades,
Na vida.
Vais trabalhar
E nada podes desviar.
Tens que dos calos tratar
E deixar de gaguejar,
Pois esta vida é de andar
E nela tens de falar.
Estuda também Inglês
Porque dele vais precisar,
Não estão sempre em Português
Os livros p'ra consultar.

Do teu grande amigo  MICKEY



Sorri armários, sorri
Que o vosso negócio vai crescer
Pois um profissional se vai
Para outras terras mexer.

Fazem-lhe as gavetas continência
Eos armários abrem fileiras
Tenham por ele clemência
Abri-lhe vossas carteiras.

Do amigo TESTAS



De Zé do Calos é alcunhado
Este rapaz falador
às vezes fica chateado
Por não poder ser aviador.

Enfim, chegaste afinal
À meta apesar de tudo
E mereces no final
Que te dêem o canudo.

Felicidades te deseja o colega  HILÁRIO



Já tem o curso acabado
Esse que em desenho é um ás
mas quanto a «desviar», coitado
Todos sabem que é incapaz.

Futebol quis tentar
Mas ao entrar
Começou a correr
Teve que se sentar
E as botas descalçar
Pois os calos já estavam a doer.

Na camarata ao entrar
Vi o Zé a desviar
Do meu armário uma pilha
Bem, deixando de brincar
Felicidades sem par
Deseja-te o Cabilha.

CABILHA



Oh! Matos; oh! Zé dos Calos
É assim que te conheço
Não comeces a pensar mal
Pois ainda estou no começo.

Esta vida são dois dias
E este curso cinco anos
Aqui está mais um Regente
Dos que muito precisamos.

Aqui tens os parabens
Que são para finalizar
E que encontres num futuro próximo
O que andaste a sonhar.

Um abraço do amigo PACHECO

 
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Sunday, June 14th 2009

6:21 AM

José Carlos de Barros Moreira de Oliveira Pegado «Malaquias»

Colega falecido a 14 de Junho de 2007 em Évora.  Paz à sua Alma




PAI
Palavra tão pequena
mas tão grande
A Ti meu PAI
que me destes carinhos
A Ti que tantos sacrifícios
e canseiras tiveste
para eu poder ser alguém na vida,
Dou-Te agora a alegria
de ter acabado este curso.
Mas, pergunto: poderei eu algum dia
pagar o que deste?
Não, nunca tal será possível
porque Tu deste-me
a Existência.

Do teu filho querido  ZÉ CARLOS



Ginástica especial e pernas de corredor
Perguntareis: quem será personagem tão falada?
Pois este tipo com ar de galanteador
Não passa do Capitão Malaquias o terror da bicharada.

Cinco anos já lá vão
Quantos assaltos fizemos?
Não o digas a ninguém, senão
Voltamos para donde viemos.

E agora para terminar
Caro amigo Pegado
Vamos ver se nos pomos a andar
Deste pequeno burgo afamado.

Um forte abraço do colega e amigo LUÍS ALBUQUERQUE «Moby Dick»



Na flor da vida acabaste
O teu curso de Regente
Coitado, como suaste
Em companhia da gente.

Acabou-se a grande tortura
talvez outra pior virá
Como há neste vida fartura
De toda a coisa que é má.

Como já deves saber
Refiro-me ao «Glorioso»
É bem feito.Hàs-de ver
Como deixas de ser vaidoso.

A pintura morre em ti
Deixas também de regar
E quem sabe? Eu já vi
Alguns deixarem de gaguejar.

Bem, vou terminar
Pois tenho mais que fazer
Só me resta desejar
Na tua vida prazer.

Do teu amigo e colega BRANCO DE CASTRO «BItuite»



Qual tartaruga caminhando
É o Pegado a falar
Mas lá se vai explicando
E até consegue aldrabar.

é um mau crítico de arte
E de música também é
Tem carta de condução
Não é chique andar a pé.

Até à vista companheiro
Até à volta se Deus quiser
Sempre cheio o mealheiro
P'ra que tudo possas ter.

Deseja-te o amigo MICKEY



Lembras-te concerteza
Quando te fui apresentado
Fí-lo com realeza
Mais valia ter ficado calado.

Quando começaste a gaguejar
Pensei que estavas a gozar
Mas para meu bem estar
Tu estavas mesmo a falar.

Na praxe foste um tirano
Os bichos fizeste fugir
Mas chegando ao fim e ao cabo
T foste um bom veterano.

Sem, mais te quero desejar
Felicidades sem par
Para a vida que vais começar.

Um  abraço do amigo Portugal



MALAQUIAS:

Umas palavras vão sair
Mal alinhadas embora
Mas a elas não podia fugir
Porque deixas esta Escola.

Aqui  nos conhecemos
Aqui ficamos moendo
Aqui muito fizemos
Durante todo este tempo.

Duas horas da madrugada
Aí vão os terroristas da camarata
Todos os dias bruxas em «barda»
Que faziam cavar toda a malta.

Humpata dia de grande festa
Mulheres que mais pareciam Camafeus
Beber é tudo o que nos resta
E foi o que fizemos, graças a Deus.

Iniciaste uma nova etape
Mete os pinos e as maneirinhas
No...bolso, segue em frente
E vê se ganhas umas massinhas.

Com um abraço do amigo REBOCHO



É um tipo convencido
Mas fala a prestações
É chefe dos cabulões
Este «gajo» divertido.

Tem a mania dos pinos
E da ginástica aplicada
E se faz coisa engraçada
Lança sorriso «Kolynos».

De Malaquias alcunhado
O nosso protagonista
É o mais «louco» finalista
J.C. de Oliveira Pegado.

Em breve nos deixarás
Visto agora seres Regente
Chorarás este ambiente
E saudades daqui levarás.

Na hora da despedida
Uma coisa vou desejar
Felicidades sem par
P'ró resto da tua vida.

Um abraço do Bicharoco BRUNO DE SOUSA



Rafael pintou Gioconda
Da Vinci, Mona Lisa.
Teimou o amigo Malaquias
E até apostou a camisa.

Amigo não te vás chatear
Por eu contar as verdades
Agora te vou desejar
Imensas felicidades.

Do amigo CABILHA



P'ra versejar me pediste
e p'ra isso vou tentar,
mas se a musa não me assiste
já não te posso «chingar».

Da pintura te gabaste
pois de Da Vinci és irmão
e o quadro já borraste
mal lhe puseste a mão;
mas, Cervantes ou Rafael
já são coisas do passado
e as glórias do pincel
foram todas p'ró Pegado.

E agora para terminar
venho-te aqui desejar
felicidades e dinheiro
engates p'lo ano inteiro.

Do colega «Dr. Carriço»



Todo direito, todo selecto
Alguém vai a passar
Amigos, podem dizer
Que é o sangue azul do Pegado.

Na mesa é um papelinho
Com aquelas sua poses...
Porém o Ruivo com ar anjinho
E as turvas frases
Tem estragado o «menino».

E agora amigo Pegado
Que a Escola vais largar
por o curso terminar,
Só te quero desejar
Felicidades em par
E muito «bago» no bolso.

Do amigo ESTICA
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Saturday, June 13th 2009

4:39 PM

Jorge Alberto Simões «Farol»

 

Meus Pais!
Não podia deixar
que os vossos ais
E alegrias
Ficassem num caos, a naufragar
Onde se perde a humanidade
Por isso, eternamente
Com um sopro de vaidade,
Vos direi: Presente!!!
Sou Regente meus pais!!!.

É a vós que isso devo
Aqui fica o meu OBRIGADO
Que de quatro folhas, o trevo
Ande sempre a vosso lado.

Reconhecidamente  JORGE



Alérgico ás concubinas
Raramente joga futebol
Com as suas pernas finas
É alto como um «farol».

é dos bons como estudante
Cultiva tomates e melões
Não é cavaleiro andante
Mas tem o tique dos sabichões.

Do deserto veio pequeno
Com a mira de lutar, de vencer
Parece um poste, é moreno
Inda não parou de crescer.

Que pares nos 3 metros
Que sejas muito feliz
São os votos sinceros
Do teu amigo Luis.

CASTRO E SILVA


Quando à Escola chegou
Pouco mais tinha que 1 metro
Em pouco tempo esticou
E hoje quase chega ao tecto.

Este nosso nenézinho
Não consegue manter a boca fechada
E, «o bom do homenzinho»?
Não sai nem à cacetada.


Sou um garoto desta idade
Diz ele estendendo o braço
Mas hei-de arranjar uma beldade
Apesar de não ser grande traço.

P'ra não mais «chatear»
Aqui fica a despedida
Como amigo te vou desejar
Muitos e felizes anos de vida.

MÁRIO


Farol...
Se a altura se manifesta
desde esse caracol
no alto da testa
até aos «50» da bota
tenta, talvez em vão,
tirar uma catota,
Com o dedão!!!
...Moralista...
(Ai! S. Baptista)
...Finalista...
Que ostenta crista...
Galo sem capoeira!!!
Garrafa...Girafa...
Deserto sem poeira
Sais formado...
Estás arrumado...
Mas já te vejo casado
Com uma alta como tal,
Com um filho enlameado,
E tu... a pregar-lhe moral.

O teu amigo  GALHANAS


Ao bom amigo Farol
Da altura dono e senhor
Que vai estudando em prol
De se formar veterinário Dr.

Da veteranada o melhor
É da ganga adepto ferrenho
É dos mansões o melhor
E matulão em tamanho.

Com o seu metro e noventa
Dominando tudo e todos
Dono de uma grande sebenta
Onde aponta  broncas a rodos.

Grande amigo Simões
Aqui vou terminar
Desejando que os teus dotes matulões
Na vida te faça terminar.

Do bicho amigo  TENDINHA


Comprido até mais não
Com a mão toca o sol
resolveu a malta então,
Alcunhá-lo de «FAROL»

Adra usar capacete
Um rude«colonial»
Quando na cabeça o mete
Há um eclipse total.

Bastante desengonçado
É um perigo ao cair
E ou está chateado
Ou está a discutir.

E assim, Farol amigo
Despeço-me desejando
Que a sorte esteja contigo
E a «massa» vá entrando.

Um abraço do amigo CUCA


Prestes a ser Regente
Por aqui não quer ficar
E se o virmos mais em frente
Não é para admirar.

E agora para terminar
Só me resta desejar
Felicidades sem par.

KIM


Com grande sacrifício
à pressa estou a fazer
uns versos cujo auspício
é mais tarde o Farol reler.

Nada te quero dizer
do tempo aqui passado
pois que ao estes ler
ele deve ser recordado.

Com todo este trabalhão
uma dedicatória queria oferecer
mas a este calmeirão
que poderei eu ainda dizer!

Bem, Farol amigo
Felicidades sem par
e conta sempre comigo
se eu te puder ajudar.

Um abraço do muito amigo BENTO






 

 

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Saturday, June 13th 2009

4:09 PM

Joaquim da Silva Simões «Fanático»


MÃE,

Esta página te dedico
Querendo-te assim expressar
Tudo aquilo que sinto
E prometo toda a vida te amar.

Do filho muito amigo KIM


O meu amigo Simões
Por Moçâmedes é apaixonado
E em todas as discussões
Aquele nome é chamado.

No superior está a pensar
pois algo mais quer ser
Mas antes de o alcançar
Muito mais há-de sofrer.

E para finalizar
Só me resta desejar
Felicidades sem par
E dinheiro para gastar.

Do sempre amigo ANTÓNIO MACEDO «Macau»



Estes versos dedico
A Joaquim da Silva Simões
Mais conhecido por «Fanático»
e senhor de grandes questões.

Estudante muito aplicado
Só não gosta de Zootecnia
E ficará deveras chateado
Se não cursar Agronomia.

Este nosso amigo d'Avelar
Do desporto é gabarola
Apesar de mal saber chutar
Uma simples bola.

Por defender qual asiático
A terra que o viu desenvolver
Demos-lhe a alcunha de »Fanático»
Que lhe assenta bem, a meu ver.

E agora para terminar
Espero que tires agronomia
Se a tropa te não agarrar
E não te faltar energia.

Do BETO



Ao bom amigo «Fanático»
Com o seu ar de sonhador
Que apesar de ser lunático
É das miúdas dono e senhor.

De Moçâmedes natural
É bairrista afamado
Das miúdas o maioral
E um grande apaixonado.

Todas as férias arranja garota
Para o tempo passar
Seja direita ou torta
O que interessa é safar.

Quando na paria a passear
Com um ar muito estiloso
Ouvem-se as miúdas comentar:
«Quem é aquele tipo jeitoso?»

Em Benguela então
Miúdas aos montões
E todas desejarão
Para marido o Simões.

Bom amigo Simões
Não te desejo o mal
Mas sim que as ilusões
Tenham um bom final.

O bicho amigo TENDINHA


Já nos chamaram irmãos
Não sei o que temos de igual!
Será pela nossa cotação
Que eles assim digam tal?

Seja o que for,há diferença;
A nós nada poderá atrapalhar.
Mas se nunca pensaste, pensa
Nas aldrabices que poderemos aproveitar!

«Pseudo-irmão», um curso vais findar
E como tal,
Te quero desejar
Felicidades sem igual.

Do teu irmão C. LOUREIRO



este gabarola amigo
Que engenheiro quer ser chamado
No futebol é um «perigo»
No hóquei...«foi seleccionado».

Desejo sinceramente
Que percas essa goela
Bom tacho e...principalmente
Que sejas feliz c'o «ela»

Do amigo R. JOAQUIM DE OLIVEIRA  «Cuca»









 
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Saturday, June 13th 2009

6:48 AM

Joaquim Martins Bento «Chimba»

 


A vós... meus Pais:

Nesta hora. de alegria e felicidade,
a Vós me dirijo com regozijo...

Longe e triste,
A mente terna
Recordando:
Vossos olhos amorosos
Sobre mim pousando
Enquanto vossas mãos calosas
Minha cabeça vão acariciando.

...e, agradeço com um «Bem Hajam»
o que me deram com trabalhos e sacrifícios,
lançando-me na grandes estrada da vida.

vosso filho que muito vos quer  QUIM



A esta Escola arribou
Vindo de Santarém
Um moço alto e esguio
Com pretensões a ser alguém.

De «Chimba» Bento foi alcunhado
Por gostar de investigar
De sorna foi chamado
Por na cama sempre estar.

Do curso não fez questão
Mas também o não desaprecia
Apesar da sua real vocação
Ir toda para Advocacia.

Senhor de enorme paleio
Leitor de inúmeros romançes
Amigo do devaneio
E aproveitador de «chances».

E agora para finalizar
Caro amigo Joaquim
Só te quero desejar
Saúde, amor e «capim».

Abraça-te o Gigante FAROL



Ao Tchivinguiro veio parar
Vindo de «Arcojelo da Cherra»
Para o seu curso acabar
E para ingressar na «Guerra».

Já todos devem saber
Que falo do amigo Bento
Cuidado! Querem lá ver
Que ainda levanta o vento?

Vai par Policia Militar
Pois tem um físico medonho,
Mas, se da tropa se livrar,-
-a volta ao mundo-seu grande sonho

«Tens aí algo que se leia»?
Pergunta a todos e a toda a hora.
-Vais ler?- Não, que ideia!
Ia lá eu ler agora...

Tens longo caminho para palmilhar.
felicidades, caro colega.
Mãos à obra, toca a andar
E deixa de pensar na esfrega.

Do teu amigo e colega BRANCO DE CASTRO «Bituite»



De Santarém veio cá parar
O Bento, que como sorna é modelo
E que com o curso a acabar
Está a pensar voltar para Arcozelo.

Fica por esta terra, podes crer
Que ela está a precisar
De técnicos que apliquem o seu saber
E que nela se venham fixar.

Um forte «osso» do sempre amigo ALBUQUERQUE



Se alguém vir um Regente
Loiro e quase a ir com o vento
Livros por todos os lados
Já sabe que é o Bento.

Um amor e uma cabana
p'ra muita gente é a vida
P'ro Bento Livros e cama
É a distracção preferida.

Não sei o que dizer
Portanto vou terminar
Muitos livros para ler
E uma cama para sornar.

Deseja o colega e amigo MICKEY



A «sorna» me atacou
E, eu versos não fiz
Não pensem que isto se passou
Porque eu assim o quis.

Portanto, caros colegas
Não levem a mal
Esta falta que tive
E humana, afinal.

A todos vós colegas amigos
Eu desejo: saúde, felicidade,
E recordações dos tempos antigos
Que passámos na mocidade!

um abraço a todos  EU







 

 

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Saturday, June 13th 2009

3:57 AM

João Ricardo Ovídio Tavares «Testas»

 

A MEUS PAIS

a vós, meus queridos pais
Que tanto sofrestes!
Que tanto lutastes!
Que tanto e tudo me perdoaste!
Vós, a quem tanto devo,
Não quero, não devo,
Neste momento derradeiro
Deixar de dedicar
A minha eterna gratidão
O meu muito e muito obrigado.

Do filho amigo



Venha depressa a comida
Diz o Testas, esfomeado
Eu cá só tenho uma dúvida
Aguentará ele a pança com o ordenado?

Um forte abraço do colega e amigo ALBUQUERQUE



Testas, meu caro amigo,
Que que queres que te diga agora?
Que tenhas pela vida fora
A felicidade contigo.

Do colega e amigo PEREIRA GOMES «Estarola»



De «Testas« alcunhado
Este comilão inveterado
Com um narigão semelhante
À tromba de um elefante.

Pela estrada
que o destino te vai trilhar
Bolsa recheada
O «Cabilhas» te vai desejar.

MANUEL CERVEIRA DA SILVA



Testa grande e anarigado
Mãos ligeiras para lavar
Este Regente formado
É o Ricardo «trombudo» pata melhor falar.

Agora quero desejar
Que no futuro e no presente
Tenhas felicidades sem par
Na tua vida de Regente.

Do colega e amigo  HILÁRIO



Vi o testas arreliado,
Certa vez desapontado,
Pelo projecto fracassado.
Sonhava ir ao quintal,
P'ra isso cinco contos tinha
Sofreu uma decepção tal
Que por pouco não chorava.
Dizia então com ares de entendido
«Que o que mais o chateava
Era  o tipo ter mentido».

E agora para terminar
Dois conselhos te vou dar:
Dorme até tocar,
E come até fartar.

Do colega e amigo ALEXANDRE GALO



Ao dobrar uma esquina
Vê-se primeiro o nariz
Por isso, logo se diz,
Que vem aí o narigudo.

Já lhe chamaram proboscídeo
E com toda a razão,
Pois ele no refeitório
é um grande comilão!

Mais um novo Regente
Do Tchivinguiro vai sair.
só tenho a desejar
Felicidades no porvir.

Do amigo «Estica» CARLOS GOUVEIA MARTINS



Vou ver se sou capaz
De falar deste rapaz
Gordo, mas bom camarada
Que só bebe laranjada.

Ó Testas, e a Pacavira
Essa miúda tão gira
Que ao sorrir com certa graça
Teu coração despedaça?

Adeus, Testas e cuidado
Não esqueças o ditado:
«Só manduca quem trabuca
Aceita um abraço do Cuca»

RUI MANUEL



Pouco tem que se lhe diga
Este Regente testudo
Que confusão entre testa e barriga
Mas...isto ainda não é tudo.

Como ele não há nenhum
No que diz respeito a intestinos
Pois diz nunca ter dado um «Pum»
Enfim... destinos são destinos.

Agora para terminar
Boa sorte te vou desejar
Além duma linda morenaça
Isto já não falando da massa.

Um abraço do amigo RAÚL CHAVES



Pançudo tu és
Não o queiras negar
Mas para confirmar
Lá vou eu perguntar.

Diz cá amigo Bento
Se o Testas é pançudo?
Pois calro que é
É um grandessíssimo banhudo.

Se queres emagrecer
«Magrocal» deves tomar
Mas não vás desaparecer
do »Magrocal» abusar.

Com vês é bem simples
Tudo tem o seu uso
Agora até à vista
Meu grandessíssimo pançudo.

Do amigo GALIANO VENTURA «Paço d'Arcos»



Nesta Escola perdida
Passaste cinco anos adversos
É com um abraço de despedida
Que te dedico estes versos.

De «Testas» foi alcunhado
Este grande «pançudo«
Na vida não será um falhado
Pois sabe um pouco de tudo.

Quer ser Veterinário
P'ra tratar dos«coitados»
Tem que ir ao dicionário
Para termos adequados.

Amigo Ricardo desculpa
Se te ofendi de verdade
Porém não tenho culpa
Só te desejo felicidade.

Um abraço de despedida do colega amigo JOSÉ G. DE MATOS «Zé dos Calos»



P'ra começar
quero dizer-te
Que erraste na profissão
Eu, com uma testa assim
Ia para campo de aviação.

Rei do futebol
Não bebe briol
Não fuma nem b...fa
É sorna e marrão
Um bom compinchão
E bem gorduchão.

Outro curso ele vai tirar
Engenheiro ou doutor
Não precisar
Mas ó Testas
E avida militar?

Do teu grande amigo MICKEY



De Benguela fugindo,
Aqui veio parar,
Para o curso tirar,
E ei-lo já formado.

Regente este simpático,
Um dia assim o quis
Mas p'lo andar apático
Quem o vê não o diz.

Ovídio assim chamado,
O crânio calvo tem
Por tal é conhecido
Com testas também.

Com a bola jogando,
Oh!..nisso ele é um ás
Mas uma vez cursado
Em jogos nada faz.

E para terminar
Venho-te desejar
Na hora da partida
Com imensas saudades
Muitas felicidades
Na laboriosa vida.

Um saudoso abraço do amigo  FURTADO DE CARVALHO










 

 

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Friday, June 12th 2009

3:58 PM

João Carlos de Galeano Ventura «Pipas»


Mãe:

Que sentimento tão profundo
Embala teu coração
Sou eu certamente
A causa da tua oração.

Lembras-te:
Quando eu era pequenino
Chorava até mais não
Então tristezas sem fim
Apertavam teu coração.

Lembras-te:
Quando eu todo rotinho
E com ar de culpado
No teu regaço chorava
Para que fosse perdoado.

Lembras-te:
Então pacientemente
De mim vinhas cuidar
Com lágrimas nos olhos
E as mãos afagar.

Mãe:
Sentimentos como este
Jamais te pagarei
Por mil anos que viva
Nunca te esquecerei.

Pai:

Ouve esta história
Que eu te vou contar
Uma história de amor
Que muito te faz lembrar.

Andava uma criancinha
Pela casa a brincar
quando, eis de repente
O tinteiro faz entornar.

Um desenho que lá estava
Inutilizado ficou
Mas para completar a obra
A tinta ainda espalhou.

Quando disse a mãe ao pai
Este muito triste ficou
Mas apesar de tudo...
O seu filhinho beijou.

Esta história tão simples
Algo me faz recordar
O paizinho querido
Que tudo lhe quer perdoar.

O meu destino é o teu
Todos temos de morrer
Mas recorda-te sempre deste
Que muito te fez sofrer.

....................................................................


Paço, Paço anda cá
É o que diz a malta em voga
Paço para aqui, Paço para acolá
O Paço d'Arcos está na roda.

Onde há confusão
Onde há barulheira
Há o Paço lambão
Há o «patuá de sopeira».

Com manias de conquistador
De tudo ele é capaz.
Tem uma boneca, um amor
Uma desilusão logo atrás.

Fomos amigos no Lobito
Somos amigos na Escola
Tudo o que me lembre está dito
Nada mais me vem à tola.

Os teus desgostos já se foram
Que as aventuras, em ti morram
Por colégios e cábulas passaste
Finalmente um curso tiraste.

Do teu grande amigo LOUREIRO



Parece-me que vai chover
Põe-se alguém a comentar
P'lo menos a meu ver
Já começou a trovejar.

Engana-se redondamente
Quem assim está a pensar
Se não reparem e, certamente
Verão que é o Paço a berrar.

Recambiado do Lobito
A esta Escola veio parar
Armado em menino bonito
Este de quem estou a falar.

Sorna como só ele
Passa temporadas a hibernar
Todos lhe rogam pela pele
Pois está sempre a cantar.

Seus livros têm teias
De tanto lhes pegar
Ai! Eu a dizer coisas tão feias
De quem se mata a estudar.

Cá está ele à minha frente
Nem vale a pena falar
É a velha história de sempre
Um cigarro quer «cravar».

Nada mais vou dizer
Não por estar farto de rimar
Mas,se o continuo a fazer,
Ele dirá que estou a «regar».

Um abraço do sempre amigo MÁRIO



Pediste-me uns versos
a ideia não foi má
porém, amigo d'Arcos,
Aguenta o que vai cá.

De prior é alcunhado
Este grande «rosqueiro»
Gosta muito do «cravanço»
Mas é um tipo porreiro.

Eis que chega o dia do ponto!
Só  se safa a copiar
Mas o d'Arco está sempre pronto
Para o professor «enrolar».

No «abafa» o rei é ele
Quando toca a perder
deixa o bago, deixa a pele
sem o sentir sequer.

E agora amigo Paço
Que o curso vais findar
Eu quero te desejar
felicidades sem par.

Do amigo ESTICA



Do Lobito vieste ter
Para não poderes fugir
Pouco demoravas a comer
E logo querias sair.

Arranjaste uma viola
Porque não gramavas«disto»
E te dava trato à bola
Quando te lembravas do Lobito.

Pensavas em Rockefeller
E na sua massa para estoirar
Quem ta gastaria seria a mulher
E tu ficarias a olhar.

Para ires a Sá da Bandeira
Tudo tu fazias
Tudo e de qualquer maneira
O que é certo, é que ias.

Isto vai passando
Pois ao fim vai chegar
Vê se vais pensando
Em umas massas ganhar.

Do teu amigo PINTO & REBOCHO














 
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Friday, June 12th 2009

3:03 PM

Hilário Afonso Cerveira da Silva «Bairradas»


AOS MEUS


Perdoa, Senhor, se estou a pecar
Ao te perguntar
Porque a via a vida do meu pai terás levado?
Agora, Senhor, por favor!!!
Te peço com fervor
Que o tenhas sempre a teu lado.

Outro favor Te peço
Embora saiba que não mereço
Por favor!
Senhor!
Guardai minha mãe e meus irmãos
Guiai-os sempre com vossas mãos.




Como teu pai já morreu
E Dele temos saudades
Por Ele te desejo eu
Um monte de felicidades.

A tua vida futura
Que te corra sempre bem
Que saibas vencer sozinho
E honrares o nome que tens.

Da tua Mãe muito amiga



Uma vida acabada
outra começada
Deixaste de estudar
Começas a trabalhar.

E agora para terminar
Saúde, paz e ventura
É o que te quero desejar
Na tua vida futura.

Da tua irmã amiga NÉLINHA



Pediste-me uns versos, colega
Irmão para melhor falar
Aguenta-te portanto muito bem
Pois na casaca vou cortar.

Grande rosca apanhaste
Que nem te podias mexer
Tive que te levar em braços
Para na cama te meter.

Armado em grande toureiro
Certo touro desafiou
Mas os bicho que não gostou
Para a barricada o levou.

Num dia de futebol
Grande fome eu levei
Atrás da sua baliza
De churrasco me fartei.

E para terminar
Uma coisa te vou desejar
Saúde, paz e ventura
E felicidades sem par.

Do Irmão e colega amigo MANUEL CERVEIRA SILVA «Cabilha»



Certa noite ao se deitar
Grito infernal eu ouvi
Acordei estremunhado
«Acudam-me que eu morri»

Uma simples picadela
Dum alfinete levou
Pensava que ia morrer
E toda a gente acordou.

Quem deitou o alfinete na cama?
Que me ia partindo a espinha!
Quem foi acuse-se já!
Que eu quero partir-lhe a pinha.

Meu caro sobrinho amigo
Por eu dizer as verdades
Não te vais zangar comigo
Desejo-te muitas felicidades.

Do teu tio JAIME


Um curso acabado
uma nova vida
Olhando em frente
Para o almejado
Uma lágrima sentida
Cai...
mas, enfim! Já és Regente!

É com saudade
Que hoje recordas
Sim! com saudade
Dos nós grossos das cordas
Que te prendiam e que agora
Soltos então...
Só não cora
Quem não tem coração.

Lembra-te oh! «Bairradas»
Dos sensacionais «Jogões»
Feitos nos famosos campos
Em que as «rematadas»
Dos mais matulões
Tu as defendias
senão fossem frangos?

Tudo passou
Tudo acabou
mas presentemente, Hilário
Tudo voltou com mais dificuldades
E os amigos Grilo & Mário
desejam-te felicidades.



Feio e fanfarrão
Sorna sem igual
«Forreta» e marrão
Eis o Regente Hilário.

Agora que vais partir
Um abraço te quero dar
Desejando-te no porvir
Felicidades sem par.

JOÂO RICARDO «Testas»



Lá vem um burro a zurrar
Mas que grande maçada esta,
Porque o terei que suportar?
Barulho não admito,
Que me faz irritar.
Pego já na tranca
Para ir amachucar.
Mas...Oh t'arrenego Satanás
É o «REITZ» a cantar.

Com um abraço do cole e amigo que te deseja felicidades  ALEXANDRE GALO



Guarda-redes ele quis ser!
Ah! Hilário lá na Anadia
Talvez fosses conhecido,
Mas aqui? Não pode ser!

Trabalha como regente
Que para isso estudaste
E esquece o futebol

Do amigo HUMBERTO



Ei-lo lá no cantinho
Irritado, o matreiro
Ei-lo bem escondidinho
Para o não chamarem frangueiro
Mas aí vem a bola,
Ele atira-se para o ar
Corre, deita-se, rebola...
Azar!!!
Foi golo.

Agora vais-te embora
Talvez p'ra sempre Hilário
Mas por favor, colabora
Deixando-nos um aviário.

Boa sorte e felicidades
Oxalá consigas casar
Para teres muitas filhas
Cá p'ra malta as namorar.

Do amigo GALHANAS



Louro e fartas sobrancelhas
Vermelhão e envergonhado
Conversas próprias de velhas
Guarda-redes fracassado.

Dois anos ele namorou
Sem a garota saber
Só quando o «flirt» acabou
É que ela o veio a conhecer.

Felicidades, deseja-te o amigo MICKEY



As bolas não apanha
este jovem guarda redes
Alcunhou-se de«aranha»
Por trepar pelas paredes.

E agora para terminar
Só te tenho a desejar
Felicidades sem fim.

Um abraço do colega amigo «ZÉ DOS CALOS»









 
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Friday, June 12th 2009

12:12 PM

Francisco Manuel Lourenço Castanheira Macedo «Rato Cego»


Este animal que apresento
De Rato Cego alcunhado
Para mim só tem um talento
Marra, mas este ano sai formado.

E agora para terminar
Uma coisa só te quero desejar
Põe-te de molho a descansar
Porque agora tens muito que trabalhar.

Do colega e amigo ALBUQUERQUE



Há três anos que chegou
E desde aí estudou
A prova é que não gatou
Desde que aqui chegou.

É pouco aquilo escrito
Nada mais há nesta mente
Um coisa está visto
Será um bom Regente.

Do bicho BRUNO DE SOUSA


«tu Cawita, és um rasteiro!»
Dizes-em tu com satisfação
Mas tu meu grande rosqueiro,
És cego que nem um ratão.

Além de rato cego ser,
De barriga é abonado
nunca vi assim comer,
Um tão grande esfomeado.

«Ordinarão de palmo e meio»
É o que dizem as miúdas.
«É bem barrigudo e feio!»
Opinião geral das graúdas.

Não te aborreças com o que atrás digo!
Para este livro, só piadas a valer
Tu bem sabes, sou teu amigo,
Mas isto teve que ser.

Desejo-te a terminar,
Pois já chega, não mais te maço
Felicidades em par
e um forte e grande abraço.

Do sempre amigo LOUREIRO «Cawita»


-Lembras-te do Liceu
E das nossas cowboyadas?...
Não sei se te lembras.
Eu sim,...tu não,
Pois aqui viraste marrão
Mas lá eras cabulão.

Já se ouvem as trombetas
A anunciar o fim do ano!...
Por isso amigo «Chico»
Para terminar,
Eu quero-te desejar
Só venturas encontrar.

Do amigo «Estica»  CARLOS GOUVEIA MARTINS



A alcunha Rato Cego
Foi-lhe posta com razão
Pois a um palmo não vê um prego
Quando lhe falta a armação.

«O chinês vai vingar-se»
- A toda a hora está dizendo
Não pára mais de engordar
-Pudera daquela maneira comendo!!!

Quisera poder-te mais chingar
Mas as palavras estão-me faltando
Resta-me agora desejar-te
Que felicidade contigo vá andando.

Do teu amigo e colega BRANCO DE CASTRO «Bituite»




 
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Friday, June 12th 2009

8:03 AM

Francisco José Lucas Correia «Matateu»

Batota, mulheres
Vinho, cowboyada
Desportos e sorna
Vida regalada.
Chegou uma «carta»
Deixou a batota
Abalou p'ra tropa.
Saúde e ventura
Nessa nova vida
E que a malta fixe
Não seja esquecida.

Do MICKEY


Este moço aqui ao lado
é o Lucas «Matateu»
Colega meio «chanfrado»
Que das cábulas se valeu.

King, sueca a abafa
«Show» com as cartas ele dava
No futebol só sarrafa,
Ao Cognac...nem ligava!!!

Rapidíssimo a « sacar»
Os professores vencia
Sabia as cábulas camuflar
Como por artes de magia.

«Milagre» deves pensar,
Ao ver o teu curso acabado,
Mas...não te vás emborrachar
Espera mais um bocado.

CUCA



De sua graça é Lucas
Conhecido como o «Matateu»
Joga futebol, gosta de cucas,
Por estudar não adoeceu.

Com as cartas é portento
No básuete é favorito
O que está a sotavento
É mais feio que bonito.

Pela guerra foste chamado
Quando jogavas o «abafa»
Que sejas feliz e amado
Deseja-te o amigo «Califa»

CASTRO SILVA




 
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Friday, June 12th 2009

7:34 AM

Eliezer Teixeira da Fonseca «Esgóia»

Colega falecido.....Paz à sua Alma


Ó 31!... presente!...
outra vida iniciada
Marcar passo, olhar em frente
Lá vai o nosso camarada.

Já devem ter reparado,
Que do Esgóia estou a falar,
Esse rapaz destravado,
Que é barra a chatiar.

Punha  Escola em alvoroço,
Com seu gritos e corridas.
Atirava pão ao almoço
Ia à noites p'ras «batidas».

Agora que o fim do curso,
Talvez nos vá separar,
A ti, meu «mais chato amigo»
desejo venturas sem par.

Um abraço do amigo CUCA



Ouço passos. É o Serra a correr
Onde vai o maluquinho?
Vou esconder-me num cantinho
Que o Esgóia quer me bater.

O Esgóia é esse rapaz
Que está aí ao lado
E que ainda não foi capaz
De estar um minuto parado.

Se na tropa não morreres
Desejo-te vida calma
Mas se lá desapareceres
Tenha paz a tua alma.

Do MICKEY



Atenção malta...
Vem aí os Esgoia,
O papa-papa
Com cara de jóia.

Agora já não vai à copa
Ver como está o supermercado
Ele coitado, está na tropa
A tirar o curso de soldado.

Aguenta aí militar
Que essa vida faz-te bem
Não podes correr,brincar
Nem morder em mais ninguém.

E agora vou terminar
Só te quero desejar
Felicidades em par.

SERRA

 


Eliezer Teixeira Fonseca (Furriel) morto em combate em 1967

Correio da Manhã 07 de Junho de 2007

 
Memórias de Guerra 1961/1974
 
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Friday, June 12th 2009

7:00 AM

Carlos Emanuel de Barros Rosário «Clington»

 

É fanático do Belenenses
E simpatizante do Benfica
Mas é inimigo das Arvenses
Porque o Grácio o prejudica.

Travessia de um boi charolês
Uma bojarda bem valente
Disse-a ele uma vez
Bem ao pé de toda a gente.

Já não sei com que rimar
Esta grandíssima porcaria
Por isso vou terminar
estes tiros de artilharia.

Um abraço do amigo CHICO


Bate o vento nas vidraças
Para aumentar a melancolia
Mas isso não será verdade
Para ti neste dia.

Neste dia que ao leres
Estes versos tão singelos
Invocarás o passado
Verás os dias lindos e belos.

Que nunca tenhas tormentos
Que o sol brilhe sempre
São os votos sinceros
Deste amigo de eternamente.

GALIANO VENTURA


Cá estou eu atrapalhado
Para fazer uma rima decente
Vou chingar um pouco, coitado
Mais um nosso novo Regente.

Das miúdas diz-se galâ
Porém, é muito frequente
Ele dizer-«olha  a minha fã»
e ela- «mas que insolente!».

Tem ainda mais manias
Com o canto e a viola
Todo ele mostra alegrias
Quando se encontre com uma bola.

«Clington», desejo-te agora
Que com o teu curso acabado
Pela tua vida fora
A felicidade siga a teu lado.

Do teu amigo e colega BRANCO DE CASTRO «Bituite»



«Luanda, terra amiga
Minha terra encantada»
Entoa ele esta cantiga
Com aquela boca desdentada.

Amigo da chungaria
e de um bom twist
De mulheres tem a mania
Saber tudo o que existe.

Lobito, Moçâmedes...
Cidades por onde passou
seu coração teve panes
Pois nelas sempre se apaixonou.

E agora para terminar
Felicidades para a vida nova
Que agora vais começar
Que nela o sol brilhe e não «chova».

LUÍS ORNELAS  «Chuva»



Não é camundongo de primeira
Mas adora sua Luanda velhinha
P'ra ele só Mutamba conta
Até a maravilhosa Palmeirinha.

Luanda está nele enraizada
Assim como qualquer da capital
A ilha a todos encanta
Mas não é bem assim, afinal!

Lembrando um outro Luandense...
Conto? Não conto? Bem...vou contar:
Numa excursão integrado
A Moçâmedes foi lá parar!

Alguém no seu caminho surgiu
E Namibe logo o enfeitiçou
De Luanda já não quer saber
Pois por G...se apaixonou.

Muito mais poderia contar
Mas por ele não serei ouvido
Angola não é só a capital
Pois é na paisagem que anda Cupido.

E agora não te esqueças
Que temos algo a cumprir
Nossa meta será alcançada
Se com coração soubermos servir.

Nosso caminho será espinhoso
Mas nunca esmoreceremos
As lágrimas que então choramos
Serão estímulos para vencermos.

Sim! lutaremos e venceremos
Senão, continuamos a chorar
A vida sorrirá para nós
Quando deixarmos de orar.

Um abraço do irmão amigo BORGES DA CUNHA



 

 

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Thursday, June 11th 2009

3:55 PM

Carlos António de Almeida «Mickey»


Pequenino e muito dinâmico
é vaidoso até mais não
Quando o ataque é a sério
Grita seu nome com adulação

De pançudo me chamou
Mas da mesma doença sofria
Até que um dia reparou
E logo lhe chamou galantaria.

E para brincadeiras acabar
Só te tenho a desejar
Uma cinta para apertar
E felicidades em par.

Do amigo TESTAS


Mickey, meu caro amigo,
indo por esses caminhos
quantas canseiras tiveste!
Uma coisa vê a gente,
enfim já és Regente;
tens outro caminho contigo
ao qual não foge a gente.

Grande é a alegria,
realidade é o sonho,
amanhece o novo dia;
mas muita gente vai ver
o que tanto te faz sofrer:

-Sim, está explicado
talvez até arrumado
enfim...como podem ler.

Do sincero amigo PEREIRA GOMES


É de todos o mais famoso
na arte de engatar
Basta-lhe um simples «Pss»
Para as moças conquistar.

Esperto, fino e ladino
Moças não escolhia
Sopeiras, enfermeiras, doutoras, engenheiras,
Tudo para ele servia.

Sabia que eras «malandro»
Tanto, é que ainda não
C'os esses «flirts» todos
Saíste-me cá um passarão.

Com a amizade do sincero amigo PABLO


De Nova Lisboa chegou
Este colega que agora vai abalar
De Mickey alguém o chamou,
E o curso felizmente ele vê acabar.

Nesta hora em que nos pomos a andar
Felicidades te quero desejar
E quando estiveres a trabalhar
Muita massa possas amealhar.

Um forte «parte ossos» do cole e amigo ALBUQUERQUE


Eh pá, dá aí um cigarro
Que logo chegam os meus
Palavra! Vêm no autocarro
Ah! Ah!, pato, ao cigarro diz adeus.

Este meio palmo de gente
Que a todos sabe convencer
Terminou o curso de Regente
Certo. é chegar, ver e vencer.

Na tua vida futura
Uma mulher para amar
Saúde, dinheiro e ventura.

Deseja-te o amigo RAÚL CHAVES


De Mickey é alcunhado
Por um rato se parecer
Costuma treinar afincado
Para  o Baskett jogar a valer.

E para finalizar
Não te enganes na saída
E aqui te estou a desejar
Felicidades na vida

Do colega e amigo HILÁRIO


Baixote , gozão,
O Mickey barrigudo
Melhor na canção
e barra no estudo.

«Crack» no basketeball
Perito no hoquey
Também joga futebol
E só falta ser jóquey.

Do amigo TORRINHA


Sua graça é Almeida
Por Mickey é conhecido
É um grande camarada
E p'rás miúdas atrevido.

Felicidades sem fim
Nesta corrida sem meta
O que quero para mim
Desejo-te eu; o Profeta.

CASTRO SILVA


Era uma vez...Meus amigos,
Era uma vez... Atenção !!!
Eu vou contar-vos a história
De um sujeito bem grandão!

Mas mesmo assim pequenino
Era um tipo todo activo.

Treinava qualquer desporto,
Amava o vinho do Porto,
As Cucas, as laranjadas,
O Cinzano, as limonadas,
E mesmo bebia mel,
Só não gostava da Ginginha
Comprada no África Hotel...
Comprada, como quem diz
Desviada sem maneiras;
Pois este novo Regente
Também fez suas asneiras.
Não as vou enumerar
Senão tinha que citar
O bom presunto da «Nau»
E o galo do carvoeiro
Que daria um bom mingau...
Mas não é bom recordar
Estas coisas já passadas
Em tempos que longe vão,
Porque depois disto tudo
Veio a regeneração.
Deu-lhe p'ra vir para a E.R.A.
E começar a estudar
Agora sem mais delongas
O curso vai terminar,
e como sabe umas coisas
concerteza vai brilhar.

Falta-me só desejar
Muito dinheiro na pastinha
E felicidades sem par.

Do amigo SANTOS SILVA


Nesta angola imensa
Onde há terras a desbravar
A labuta será intensa
E por isso terás de lutar.

O curso vais acabar
Novas dificuldades vão surgir
Por isso vou-te desejar
Felicidades para as suprimir.

Um braço de despedida do amigo e colega JOSÉ G. MATOS «Zé dos Calos»


Mickey, quero-te desejar
Felicidades como Regente.
Abraça o teu curso, nada tens a desprezar
Boa sorte..Continua seguindo em frente.

Do teu amigo LOUREIRO



Tu recordas ó Mickey
Quando nós e outra malta
Bancando os espertalhões
Subimos a serra alta?
E aquela farra bruta,
Que fizemos lá no quarto,
Em que correu sumo de fruta
E de que ninguém saiu intacto?
E depois a passeata
para os lados do Bruco
Que fizemos todos à «pata»
Parecendo mesmo malucos?
E daqueles alvoreceres,
Em que acordamos a boiar
Rogando pragas aos seres
que nos queriam fazer nadar?
Mas toda essa leviandade
recordarás pelo tempo fora,
Então falaremos com saudade
Das tropelias dessa hora.

Com um abraço do sempre amigo GALO



Ouvindo uma voz, sem o dono ver,
Muito intrigado fiquei.
Vejo então uma criança que diz ser
Um colega meu chamado «Mickey».

Vejam só como é descarado
Este miúdo, palmo e meio de gente.
Que estuda, joga tudo, está apaixonado,
E ainda por cima quer ser regente.

Adeus e felicidades, saguim marrão,
Peneirento e do conhaque amigo.
sabes quão penosa me é a separação
Pois já era hábito brincar contigo.

Um grande abraço do amigo CUCA


Dizem que és dos melhores bateristas
Mas acho melhor recordar-te
Que para estares ao pé de artistas
Terás que crescer, para a tua presença se notar.

Bem, caro amigo, adeus
Acho que por hoje chega
Recebe uns abraços meus
E até qualquer dia meu caro colega.

Do amigo HENRIQUE VAZ







 
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